O levantamento indica que os conflitos geoeconômicos representam o risco mais provável de provocar uma crise nos próximos dois anos. (Foto: Foto: Denis Balibouse/Reuters)
Os conflitos geoeconômicos aparecem no topo da lista de ameaças globais para 2026, segundo o Relatório de Riscos Globais do Fórum Econômico Mundial (FEM), divulgado na última quarta-feira (14). O avanço do protecionismo, o uso estratégico de sanções e a fragmentação das cadeias globais de valor definem um ambiente de competição entre Estados, no qual tarifas, barreiras a investimentos e controles sobre suprimentos estratégicos moldam as relações comerciais.
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O levantamento, baseado na percepção de mais de 1.300 especialistas e líderes globais, indica que os conflitos geoeconômicos representam o risco mais provável de provocar uma crise nos próximos dois anos. A rivalidade entre Estados Unidos e China acelera essa dinâmica e estimula retaliações comerciais, como as tarifas impostas em 2025 pelo governo Donald Trump e as respostas chinesas posteriores.
O relatório aponta que o sistema internacional se afasta do multilateralismo e caminha para uma ordem multipolar com pouca coordenação entre governos. Esse cenário afeta principalmente países dependentes de poucos mercados externos, que ficam mais expostos à retração de investimentos, à inflação importada e à exclusão tecnológica.
A ausência de mecanismos eficazes para mediar disputas econômicas amplia o risco de rupturas institucionais e instabilidade sistêmica, enquanto setores como tecnologia, energia, defesa e alimentos perdem previsibilidade. Para o WEF, os conflitos geoeconômicos também alimentam a polarização interna, fragilizam o Estado de Direito e dificultam a cooperação em crises globais.
No horizonte até 2028, o WEF destaca a desinformação, conflitos armados entre Estados, eventos climáticos extremos, crime organizado transnacional e grandes fluxos migratórios como ameaças prioritárias.
No longo prazo, até 2036, os principais riscos passam por clima, degradação ambiental, perda de biodiversidade, escassez de recursos e poluição, com impactos mais severos sobre países pobres e populações vulneráveis, além de novos desafios ligados ao uso desregulado da inteligência artificial.
*Com informações do portal Exame.
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