Data centers elevam emissões e mudam matriz elétrica nos EUA

Por: Redação | Em:
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O aumento do consumo de eletricidade ligado a data centers e à mineração pressionou o setor elétrico, que registrou alta de 3,8% nas emissões. (Foto: Freepik)

As emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) dos Estados Unidos (EUA) cresceram 2,4% no último ano, após dois anos de queda, revertendo a dissociação entre poluição e crescimento econômico. O avanço ocorreu em ritmo superior ao do PIB e coincide com a expansão de data centers e da mineração de criptomoedas, segundo dados do Rhodium Group, consultoria especializada em energia e clima.


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O aumento do consumo de eletricidade ligado a data centers e à mineração pressionou o setor elétrico, que registrou alta de 3,8% nas emissões. A demanda adicional levou o sistema a acionar fontes mais intensivas em carbono para garantir o suprimento, em um cenário de limites operacionais e custos elevados de combustíveis alternativos.

Como resultado, a geração a carvão subiu 13% em comparação a 2024, apenas a segunda alta do combustível na última década. O movimento reflete a combinação entre novos consumidores intensivos de energia, como data centers, e preços elevados do gás natural, que alteraram a competitividade relativa das fontes térmicas.

Pressão tecnológica e risco climático

O relatório aponta que a infraestrutura digital passou a representar um desafio direto às metas climáticas. Data centers, essenciais para computação em nuvem, inteligência artificial e processamento de dados, exigem grande volume de energia para operação e resfriamento, enquanto a mineração de criptomoedas mantém consumo contínuo e elevado, ampliando a carga sobre a rede elétrica.

Além disso, um inverno mais rigoroso elevou as emissões do setor de edificações em 56 milhões de toneladas métricas, alta de 6,8%, enquanto os setores industrial e de petróleo e gás avançaram em menor escala. No cenário global, a Climate Trace projeta emissões recordes de dióxido de carbono em 2025, com contribuição relevante dos Estados Unidos, o que reforça o impacto econômico e regulatório do avanço dos data centers sobre a matriz energética.

*Com informações do portal exame.

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