O MME solicitou apoio do Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita (PIF) para projetos de mapeamento geológico no Brasil. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia, reuniu-se em Riad com Bandar Al-Khorayef, ministro da Indústria e Recursos Minerais da Arábia Saudita, e os dois governos decidiram criar um grupo de trabalho bilateral para estruturar projetos conjuntos no setor mineral.
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O encontro ocorreu na última segunda-feira (12) e, segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), o foco recaiu sobre oportunidades de investimento em minerais estratégicos ligados à economia e à transição energética.
O grupo terá reuniões regulares, inclusive virtuais, e vai aprofundar estudos sobre projetos de minério de ferro de alta redução e cobre no Pará e em Minas Gerais, além de iniciativas ligadas a terras raras e urânio. Apenas 30% do subsolo brasileiro foi mapeado, embora o país já detenha a segunda maior reserva mundial de terras raras e a sétima de urânio, o que mantém o Brasil no radar de parceiros internacionais.
Durante a reunião, Silveira apresentou a atuação do Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM), órgão que reúne 18 ministérios e assessora o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na política do setor. De acordo com o MME, o conselho atua na coordenação entre órgãos federais, no licenciamento e na redução de entraves burocráticos, pontos considerados centrais para a previsibilidade de projetos de longo prazo.
Na frente financeira, o ministro solicitou apoio do Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita (PIF) para projetos de mapeamento geológico no Brasil e manifestou interesse na presença da Manara Minerals no país. O fundo saudita já participa da Vale Base Metals, unidade da Vale focada em cobre e níquel, dois minerais usados em cadeias de energia e mobilidade elétrica.
A cooperação mineral amplia a agenda iniciada em agosto de 2025, quando os países passaram a detalhar projetos conjuntos em petróleo, gás, eletricidade, renováveis e hidrogênio, após um memorando de entendimento assinado em novembro de 2023, em Riad.
Em janeiro de 2025, Silveira mencionou uma perspectiva de até R$ 8 bilhões em investimentos sauditas no Brasil, embora o MME tenha esclarecido depois que se tratava de uma intenção informada por representantes do governo e de empresas sauditas, sem vinculação direta à Ma’aden, braço de mineração do PIF.
No plano internacional, a estratégia saudita ganhou escala em novembro passado com a parceria entre Ma’aden, MP Materials e o governo dos Estados Unidos para uma refinaria de terras raras na Arábia Saudita. A iniciativa busca diversificar cadeias globais de suprimento em segmentos industriais e de defesa, um movimento que também orienta a aproximação entre Brasil e Arábia Saudita no setor mineral.
*Com informações do portal eixos.
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