Inflação fecha 2025 em 4,26% e fica dentro da meta oficial

Por: Redação | Em:
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O acumulado de 12 meses ficou ligeiramente abaixo da projeção de analistas ouvidos pela Reuters, que estimavam inflação de 4,30%. (Foto: Envato Elements)

O Índice de Preços ao Consumidor-Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no Brasil, encerrou 2025 com alta de 4,26%, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (9), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado manteve o IPCA abaixo do teto da meta do Banco Central (BC), que é de 4,5%, considerando o centro de 3% e a margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.


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Em dezembro, o IPCA registrou avanço de 0,33%, acima dos 0,18% observados em novembro, então houve aceleração no último mês do ano. Ainda assim, o acumulado de 12 meses ficou ligeiramente abaixo da projeção de analistas ouvidos pela Reuters, que estimavam inflação de 4,30%, com alta mensal de 0,35% em dezembro.

O resultado de 2025 também marca a menor inflação anual desde 2018, quando o IPCA fechou em 3,75%. De acordo com a série histórica iniciada após o Plano Real, este é o quinto menor resultado dos últimos 31 anos, o que posiciona 2025 entre os períodos de inflação mais baixa do país nesse intervalo.

O histórico recente mostra alternância entre anos dentro e fora da meta, com estouros relevantes em 2015, 2021, 2022 e 2024. Em 2025, o IPCA voltou a ficar dentro do intervalo perseguido pelo Banco Central, e para 2026 a projeção de mercado aponta alta de 4,06%, também abaixo do teto, conforme o Boletim Focus.

Pressões concentradas em habitação e energia

A inflação de 2025 foi puxada principalmente pelo grupo Habitação, que acelerou de 3,06% em 2024 para 6,79% no ano seguinte, respondendo pelo maior impacto no IPCA. Educação, Despesas pessoais e Saúde e cuidados pessoais vieram na sequência, e esses quatro grupos concentraram 64% do resultado acumulado do ano.

Entre os 377 subitens do IPCA, a energia elétrica residencial teve o maior impacto individual, com contribuição de 0,48 ponto percentual e alta de 12,31% em 2025. Cursos regulares, plano de saúde, aluguel residencial e lanche também figuraram entre os principais impactos positivos, enquanto arroz e leite longa-vida apresentaram as maiores quedas.

Os alimentos subiram 2,95% em 2025, abaixo da alta de 7,69% registrada em 2024, então houve alívio relevante nesse grupo. Em contrapartida, a inflação de serviços avançou de 4,78% para 6,01%, e os preços monitorados, administrados pelo governo, passaram de 4,66% para 5,28%, mantendo o IPCA pressionado em segmentos ligados a custos regulados e demanda interna.

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