A estrutura tradicional do Imposto de Renda deste ano foi mantida, com as mesmas faixas e alíquotas de 2025, mas passou a operar com redutores. (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)
A nova tabela do Imposto de Renda (IR) 2026 está em vigor desde 1º de janeiro e altera a tributação sobre salários e rendimentos no país. A mudança central é a isenção total para quem recebe até R$ 5 mil por mês e a redução gradual do imposto para rendas de até R$ 7.350, com efeitos diretos sobre planejamento financeiro e folha de pagamento.
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A estrutura tradicional do Imposto de Renda deste ano foi mantida, com as mesmas faixas e alíquotas de 2025, mas passou a operar com redutores adicionais criados pela Receita Federal. Esses redutores são aplicados junto à tabela mensal e anual, permitindo diminuir ou zerar o imposto sem alterar as alíquotas nominais.
• Isenção total para rendas mensais de até R$ 5 mil, incluindo trabalhadores com carteira assinada, servidores públicos, aposentados e pensionistas, desde que a soma das rendas não ultrapasse esse valor.
• Redução parcial do imposto para rendas entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, com desconto decrescente conforme a renda aumenta.
• Ausência de benefício para valores acima de R$ 7.350, mantendo a tributação integral da tabela mensal do Imposto de Renda 2026.
As novas regras valem para salários pagos a partir de janeiro, com impacto percebido nos contracheques de fevereiro, e também se aplicam ao 13º salário.
Para rendas acima de R$ 7.350, permanecem as alíquotas mensais de 7,5% a 27,5%, aplicadas sobre bases que começam em R$ 2.428,81. No cálculo anual, o IR garante isenção para quem ganha até R$ 60 mil no ano e redução gradual até R$ 88,2 mil, sem desconto adicional acima desse limite. Essas regras entram na Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física de 2027.
A reforma instituiu o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM), aplicado a rendas anuais acima de R$ 600 mil, com alíquota efetiva progressiva de até 10%. Também passou a valer a tributação de dividendos acima de R$ 50 mil mensais, com retenção de 10% na fonte quando pagos por uma única empresa.
Segundo o governo federal, cerca de 16 milhões de contribuintes serão beneficiados pelas mudanças no Imposto de Renda em 2026. O custo estimado é de R$ 31,2 bilhões, compensado pela tributação concentrada sobre contribuintes de alta renda.
*Com informações da Agência Brasil.
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