Banco Mundial analisa potencialidades e entraves econômicos do Nordeste

Por: Redação | Em:
Tags:
Banco Mundial

Pilar positivo constatado se situa nos investimentos em energia limpa, e vislumbra direcionamento na Reforma Tributária. (Foto: Divulgação)

No intuito de apontar um diagnóstico da região Nordeste, abordando potencialidades nativas e estruturantes, analisando entraves para o desenvolvimento regional, além de fatores retrógrados que limitam o crescimento do Nordeste, o Banco Mundial produziu um relatório apresentando os tópicos elencados.


Quer receber os conteúdos da TRENDS no seu smartphone?
Acesse o nosso canal no Whatsapp e fique bem informado


Uma audiência realizada hoje (11) na Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) reunindo entes de ambos os órgãos, pontuou o resultado da versão definitiva do documento, denominado de “Rotas para o Nordeste: Produtividade, Empregos e Inclusão”.

A pesquisa destaca a função da região no que consiste os investimentos voltados no protagonismo de energia limpa. Além disso, a proporção positiva onde constata o aumento referencial de trabalhadores com diploma universitário, sendo que 2102, a estatística indicava em 9,1% e no ano de 2023, subiu para 17%.

Dado propositivo do estudo acentua que o Nordeste possui uma das populações mais jovens do país, com 80% em idade ativa e uma taxa de dependência decrescente, posicionando a região num patamar elevado para capitalizar dividendos demográficos.

“Este debate é a prova da importância da colaboração de atores institucionais tão relevantes. O Nordeste é importante para o Banco Mundial no desenvolvimento de uma economia mais inclusiva, produtiva e verde, tendo a região um papel crucial nestas três frentes. É o início de um diálogo produtivo para estruturar políticas públicas e investimentos que permitam aproveitar as oportunidades”, frisa a diretora do Banco Mundial no Brasil, Cécile Fruman.

Os entraves averiguados, conforme a instituição financeira, se localizam na dependência excessiva da agricultura, no aspecto de limitar a criação de empregos urbanos em consequência impactando na produtividade.

De acordo com a análise do Banco Mundial, apesar da indústria e dos serviços absorverem 86% dos postos de trabalho, os setores enfrentam baixo dinamismo e um ambiente de negócios que ainda demanda celeridade regulatória, uma distribuição de crédito eficiente, e estímulo à inovação. Além disso, gargalos logísticos, déficits de saneamento e limitações na digitalização restringem o potencial de expansão econômica.

“Para reduzir a pobreza no Brasil é fundamental acelerar o crescimento do Nordeste, com iniciativas focadas em ganhos de produtividade e na geração de empregos de melhor qualidade. A transição energética já oferece oportunidades, mas é preciso que isso se transforme em vínculos produtivos que gerem empregos qualificados na indústria e nos serviços. Além disso, é preciso considerar o novo ambiente de negócios e as oportunidades que vão surgir com a Reforma Tributária. Os estados precisam se preparar para esta realidade”, avaliou o economista sênior do Banco Mundial, Cornelius Fleischhaker.

Reunião na Sudene com representantes do Banco Mundial. (Foto: Elvis Aleluia)

Saiba Mais:

Banco Mundial: preços das commodities devem atingir menor nível em 6 anos

Sudene aplica R$ 9 bilhões em 79 projetos de estados nordestinos


Siga a Trends:

Instagram | LinkedIn | Facebook | Telegram | YouTube | Google Notícias

Top 5: Mais lidas