O quartzito é o principal item na conjuntura comercial. O produto é um elemento estético de decoração de ambientes. (Foto: Petra Mármores e Granitos)
O arranjo no Ceará de exportações de rochas ornamentais para a China se intensificou no acumulado que compreende janeiro a novembro deste ano, movimentando US$ 21,5 milhões em vendas. O estudo de cunho mundial realizado pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) apontou que o setor foi o que mais comercializou ao país asiático.
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Na comparação de vendas ao ano passado se constatou crescimento de 280,6%. O desempenho direciona que a participação chinesa no total exportado pelo Ceará em rochas ornamentais subiu de 12% para 22%. Na amplitude do segmento mineral as exportações pontuaram aproximadamente US$ 24,56 milhões, crescimento de 280,6% em relação a 2024.
O principal item que tem elevado o circuito comercial de rochas ornamentais se associa ao avanço do quartzito, onde concentrou 72% na pauta de exportações. As vendas do produto cresceram 165,4% no acumulado do ano e representaram 50% da receita total do setor mineral. Destaque também para o aumento nas exportações de rochas beneficiadas, incluindo pedras de cantaria e obras trabalhadas, que registraram variação positiva de 151,2%.
No critério do destino de compradores das rochas ornamentais em 2025 ocorreu avanços, onde passaram de 15 para 28 países, enquanto na conjuntura do setor mineral alcançou 75 nações. No âmbito geral da pauta de exportações, as ceras vegetais contabilizaram US$ 20,3 milhões em embarques, enquanto os pescados US$ 14,4 milhões e os calçados, US$ 4,8 milhões.
O Porto do Pecém assinalou no parque aduaneiro a movimentação de 77,48 mil toneladas de rochas ornamentais até outubro, e a projeção é atingir 90 mil toneladas até o final do ano. A contribuição se atrela a chegada ao Pecém do navio Larch Arrow, que recebeu as últimas nove mil toneladas de blocos extraídos no Nordeste, a maior exportação cearense dos últimos 10 anos.
“A expertise e eficiência do Pecém, um porto capaz de receber blocos de até 40 toneladas e embarcar mais de 5 mil toneladas por dia, criou um ambiente favorável para todo o setor. Por isso, consideramos 2025 um ano histórico e ele marca o início de uma expansão desse mercado, em que miramos também a China”, enfatiza o presidente do Complexo do Pecém, Max Quintino.
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