As exportações da China cresceram 5,9% em novembro e ampliaram o superávit para US$ 111,68 bi, acima dos US$ 90,07 bi de outubro. (Foto: Envato Elements)
O superávit comercial da China alcançou US$ 1 trilhão nos primeiros 11 meses, impulsionado pela expansão das exportações para Europa, Austrália e Sudeste Asiático. O movimento ocorreu porque fabricantes chineses aceleraram embarques para mercados alternativos e evitaram o impacto das tarifas americanas.
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As exportações cresceram 5,9% em novembro e ampliaram o superávit para US$ 111,68 bilhões, acima dos US$ 90,07 bilhões de outubro. As remessas aos Estados Unidos recuaram 29%, enquanto os embarques para a União Europeia avançaram 14,8%.
O mercado americano permanece pressionado porque a tarifa média aplicada pelos EUA está em 47,5%, acima do limite que reduz margens e incentiva o redirecionamento global. O superávit China reflete também a alta demanda por máquinas eletrônicas e semicondutores, influenciada pela escassez internacional, segundo Dan Wang, diretor do Eurasia Group para a China.
Economistas estimam que a limitação de acesso ao mercado americano reduziu em 2 pontos percentuais o avanço das exportações chinesas, o equivalente a 0,3% do Produto Interno Bruto (PIB). A queda de outubro, após alta de 8,3% em setembro, mostrou que a estratégia de antecipar embarques perdeu força e renovou incertezas entre os exportadores.
As exportações de terras raras cresceram 26,5% em novembro, enquanto as importações de soja caminham para um recorde devido à retomada das compras dos EUA e ao aumento das aquisições da América Latina.
No entanto, a demanda interna segue fraca uma vez que a crise imobiliária limita consumo e reduz importações de insumos como cobre bruto, sinalizando desaceleração industrial.
*Com informações da Forbes
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