O mercado acompanha o impasse uma vez que a próxima reunião do Copom ocorre em 27 e 28 de janeiro e pode marcar o início da redução dos juros. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O governo deve adiar para 2026 a escolha dos novos diretores do Banco Central (BC) porque o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não enviou os nomes ao Senado, e o mandato de dois integrantes termina em dezembro.
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A decisão afeta o Comitê de Política Monetária (Copom), que inicia o ano com sete dos nove assentos ocupados e enfrenta expectativa do mercado sobre o início do ciclo de cortes. A economia registrou alta de 0,1% no terceiro trimestre e a taxa Selic segue em 15%, o maior nível em quase vinte anos.
A saída de Diogo Guillen e Renato Gomes abre duas vagas no BC, e a equipe econômica avalia opções enquanto enfrenta um Senado em conflito com o Palácio do Planalto por causa da indicação ao Supremo Tribunal Federal. Os dois diretores podem permanecer até a nomeação dos substitutos, mas interlocutores afirmam que eles devem deixar os cargos. O comitê não delibera com duas cadeiras vazias desde 1998, e a confirmação dos futuros diretores só ocorrerá em 2026 porque o Congresso retoma as atividades em 2 de fevereiro.
O mercado acompanha o impasse uma vez que a próxima reunião do Copom ocorre em 27 e 28 de janeiro e pode marcar o início da redução dos juros ou o adiamento para março. Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, afirma que as expectativas de inflação acima da meta de 3% justificam a manutenção da política monetária.
A escolha dos novos diretores exige sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, que hoje está paralisada pelo atrito entre o governo e a presidência da Casa. O senador Renan Calheiros afirma que não foi procurado sobre o tema, e Jaques Wagner diz que nenhuma proposta chegou ao Congresso. O calendário legislativo termina em 22 de dezembro e impede qualquer votação antes de fevereiro.
A equipe econômica analisa um conjunto limitado de candidatos para a diretoria do Banco Central. Uma das alternativas é deslocar Paulo Picchetti, diretor de Assuntos Internacionais, para o cargo responsável pela política econômica. O governo também avalia técnicos de carreira para a área de organização do sistema financeiro, como Angelo Duarte, Carolina Bohrer e Rogerio Lucca. A escolha deve considerar alinhamento técnico e experiência nas áreas que orientam as decisões de juros.
*Com informações do portal Reuters
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