O Banco Central estabelece uma meta de 3% ao ano para a inflação, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Economistas do mercado financeiro projetam que a inflação fechará 2025 abaixo do teto da meta perseguida pelo Banco Central (BC). A expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 4,55% para 4,46%, segundo o Boletim Focus divulgada nesta segunda-feira (17).
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O BC estabelece uma meta de 3% ao ano para a inflação, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. A projeção de inflação para 2025 foi revista após a divulgação do IPCA de outubro, que registrou apenas 0,09%, a menor taxa para o mês em 27 anos.
Em 12 meses, o acumulado da inflação oficial está em 4,68%. Além disso, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) para 2025 caiu pela décima semana consecutiva, passando de -0,22% para -0,32%, o que acentua o cenário de desaceleração.
As projeções do mercado financeiro para o IPCA em 2026 e 2027 foram mantidas em 4,20% e 3,80%, respectivamente. Em relação aos preços administrados, a estimativa para 2025 subiu pela terceira semana, passando de 4,97% para 5,06%, enquanto 2026 permaneceu em 3,86% pela primeira semana.
As expectativas para a taxa básica de juros (Selic) foram mantidas em 15% para o final deste ano e em 12,25% para o próximo. Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) sinalizou ter maior convicção de que manter a Selic em 15% por um período levará ao cumprimento da meta de inflação de 3%.
O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) também manteve as expectativas inalteradas, ficando em 2,16% para 2025 e 1,78% para 2026.
Já para o câmbio, a projeção para o dólar no final de 2025 foi levemente reduzida de R$ 5,41 para R$ 5,40. As expectativas para o final de 2026 e 2027 continuam fixadas em R$ 5,50.
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