A procura pelos títulos sustentáveis foi cerca de três vezes superior à oferta, somando US$ 6,7 bilhões em ordens. (Foto: Freepik)
O Tesouro Nacional levantou US$ 2,25 bilhões em sua terceira emissão de títulos sustentáveis no mercado internacional. A operação, conduzida nos Estados Unidos, incluiu o novo Global 2033 Sustentável, de US$ 1,5 bilhão, com vencimento em 2033 e juros de 5,75% ao ano, além da reabertura do Global 2035.
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O título sustentável paga cupom semestral de 5,5% e teve spread de 187,4 pontos-base sobre os papéis do Tesouro americano, refletindo a percepção positiva dos investidores sobre a credibilidade fiscal do país.
Os recursos dos títulos sustentáveis vão financiar projetos nas áreas ambiental e social, seguindo o Arcabouço Brasileiro para Títulos Soberanos Sustentáveis. O Relatório Pré-Emissão prevê entre 50% e 60% da aplicação em gastos ambientais e de 40% a 50% em iniciativas sociais. A emissão reforça a estratégia de transparência fiscal e direciona recursos para ações com impacto direto em sustentabilidade e inclusão.
A procura pelos títulos sustentáveis foi cerca de três vezes superior à oferta, somando US$ 6,7 bilhões em ordens. Mais de 150 investidores participaram, com 74% da alocação vinda da Europa e América do Norte. O Tesouro destacou que a operação fortalece o papel da dívida externa na diversificação da base de investidores e amplia o prazo médio da Dívida Pública Federal.
O governo também ampliou em US$ 750 milhões o volume do Global 2035, que agora totaliza US$ 4,5 bilhões em circulação, pagando juros de 6,2% ao ano. A operação foi coordenada por Citibank, Deutsche Bank e Goldman Sachs, com liquidação prevista para 14 de novembro. O Tesouro ressaltou que as emissões sustentáveis fortalecem a presença do Brasil nos mercados internacionais e criam referência para futuras operações corporativas.
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