Investimentos em private equity na América Latina recuam em 2025

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No mundo, o volume de private equity cresceu 8% no terceiro trimestre de 2025, alcançando US$ 537 bilhões em operações. (Foto: Unsplash)

Os investimentos em private equity na América Latina recuaram ao longo de 2025, segundo relatório da KPMG. A consultoria aponta que os aportes se concentraram em logística e transporte, segmentos menos expostos a riscos cambiais e de comércio exterior.


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“Esses negócios – em valores bastante modestos – concentraram-se sobretudo nos setores domésticos de logística e transporte”, destaca o documento. Essas áreas funcionaram como refúgio para os gestores regionais diante da volatilidade global.

O estudo mostra que o setor de fintechs foi “um dos poucos” a demonstrar resiliência, com investidores de private equity estrangeiros realizando pequenos aportes ou participações minoritárias. A expansão da digitalização bancária e os programas de inclusão financeira ajudaram a sustentar o interesse. Ainda assim, os valores aplicados ficaram bem abaixo dos registrados em 2023 e 2024.

Para Jean-Pierre Trouillot, sócio da KPMG nos Estados Unidos, “tem sido um ano difícil para os investimentos em private equity na América Latina”. Ele destacou que o volume de operações caiu trimestre a trimestre, reflexo das tensões comerciais com os Estados Unidos. 

A consultoria, porém, avalia que uma estabilização dessas relações e maior previsibilidade tarifária podem restabelecer a confiança e reabrir o fluxo de transações cross-border. A retomada também depende de avanços em segurança jurídica e incentivos à inovação e infraestrutura.

Cenário global mostra alta

No mundo, o volume de private equity cresceu 8% no terceiro trimestre de 2025, alcançando US$ 537 bilhões em operações, ante US$ 512 bilhões no período anterior. Foram 4.062 negócios concluídos globalmente. As empresas dos Estados Unidos responderam por US$ 300 bilhões, mais da metade do total. 

As Américas somaram US$ 323 bilhões em 1.977 transações, o equivalente a mais de 60% do volume global. O avanço foi puxado por grandes negócios em tecnologia, infraestrutura e energia, impulsionados pela demanda por geração elétrica ligada à expansão da inteligência artificial.

Ajuste e seletividade no mercado

De acordo com Roberto Haddad, sócio-líder de private equity da KPMG no Brasil, o mercado passa por uma fase de ajuste, com foco em negócios mais seletivos. “O mercado está se ajustando a um novo patamar de seletividade, privilegiando negócios que combinam resiliência, inovação e geração de valor no longo prazo”, afirmou. 

A KPMG também prevê que a reabertura do mercado de IPOs e a redução das taxas de juros nas economias centrais devem favorecer o ambiente de captação e saída de investimentos nos próximos meses.

*Com informações do Pipeline.

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