No resultado, a capital cearense supera Curitiba (PR), cidade que sempre ocupou a 1ª colocação. Na imagem, maquete do novo empreendimento da Construtora Colmeia. (Foto: Divulgação)
Fortaleza lidera o ranking nacional no ramo do mercado imobiliário, especificamente no segmento econômico, o que se atribui a famílias com renda que se enquadram de R$ 2 mil a R$ 12 mil. A façanha é de dimensão histórica, porque o resultado aponta que a capital cearense supera Curitiba (PR), capital que sempre se configurou na ponta.
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Na lista apurada neste critério, metade são capitais nordestinas, que além de Fortaleza no topo, consta Recife (5ª), Salvador (6ª), Aracaju (7ª) e Maceió (8ª). Em destaque também na seara nordestina, cidade que subiu seis posições, alcançando a 14ª colocação, está a capital maranhense, São Luís.
O economista Thiago Holanda, membro do Conselho Regional de Economia do Ceará (Corecon-CE), explica que a liderança de Fortaleza no mercado imobiliário nacional se contextualiza em uma combinação de fatores estruturais e conjunturais. O especialista elucida que o crescimento econômico do Ceará, aliado à expansão da renda média urbana e ao avanço da infraestrutura citadina e turística, mostra o grau de fortalecimento da atratividade da capital cearense para investimentos imobiliários.
“A cidade também se beneficia de um processo contínuo de verticalização e modernização, com destaque para o segmento de médio padrão, que se ajusta à capacidade de compra das famílias locais. Além disso, a estabilidade do crédito habitacional e os programas de incentivo à construção civil reforçam o dinamismo do setor. O avanço tecnológico e o aumento da digitalização nas vendas e locações também ampliaram o alcance do mercado, atraindo novos investidores”, relata Thiago.
A pesquisa é um levantamento do Índice de Demanda Imobiliária (IDI) Brasil, estudo desenvolvido pelo Ecossistema Sienge, CV CRM e Grupo Prospecta, em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). A análise abordou 79 cidades com maior atratividade em imóveis residenciais verticais.
A avaliação se efetuou no período que compreende o terceiro trimestre deste ano, e segundo os estudos, a região Nordeste evidencia um mercado imobiliário regional maduro, competitivo e em plena expansão, com ênfase no pilar econômico e na categoria premium.
Reflexo que endossa a pontuação é no padrão médio, o que equivale ao fator de renda familiar de R$ 12 mil a R$ 24 mil. A capital baiana, Salvador, obteve uma das maiores alavancadas, galgando da 8ª para a 4ª colocação, o que conforme a averiguação analítica, se conjuga ao fato do crescimento simultâneo da demanda direta e da atratividade de lançamentos. Salvador pontua no Top 10 de todos os setores da pesquisa.
No segmento de alto padrão, o que inspeciona renda acima de R$ 24 mil, a região Nordeste demonstra vultosas ampliações na tabela, com Recife na terceira colocação, seguida atrás pela capital cearense, e posteriormente Salvador, na 7ª colocação, o que conforme o exame metodológico, se atrela ao equilíbrio da demanda direta e atratividade de novos estoques, e acrescentando uma dinâmica econômica estável.
Ao que tange o Nordeste, o economista Thiago Holanda menciona que o crescimento vertiginoso se agrega a diversificação econômica e o avanço das políticas de desenvolvimento regional. Segundo o especialista, ele reforça que a interiorização de investimentos e o crescimento do turismo têm impulsionado o setor imobiliário em toda a região. “Além disso, a ampliação da malha aérea e o fortalecimento da infraestrutura portuária e logística facilitaram o fluxo de capitais e de pessoas. A valorização dos imóveis, especialmente em áreas litorâneas e turísticas, também contribui para o interesse do mercado”, esclarece Thiago.
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