Ceará leva agenda de hidrogênio verde à COP 30 em Belém

Por: Redação Trends | Em:
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Ceará hidrogênio verde à COP 30

O painel do Ceará na Blue Zone será: “Do Nordeste para o Mundo: o papel da Caatinga e do hidrogênio verde para a transição energética justa”. (Foto: Divulgação)

O Ceará será um dos destaques da COP 30, que ocorrerá neste mês, em Belém (PA). O estado apresentará na Blue Zone seus projetos de hidrogênio verde (H2V), o potencial em energias renováveis e a relevância da Caatinga na descarbonização. A Secretaria do Desenvolvimento Econômico (SDE) representará o governo e defenderá o papel do Ceará na transição energética global.


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Brígida Miola, secretária executiva da Indústria da SDE, afirma que mais de 90% da matriz energética cearense vem de fontes renováveis. O estado já exporta energia solar e eólica e constrói um Hub de Hidrogênio Verde no Complexo do Pecém

“O Ceará já possui sete pré-contratos assinados para empresas que vão produzir tanto o hidrogênio verde como da cadeia de valor”, explica. O Porto do Pecém, que tem o Porto de Roterdã como sócio, garante estrutura para escoar o H2V à Europa, principal destino do combustível limpo.

Painel na Blue Zone e bioma Caatinga

O Ceará participará de um painel na Blue Zone com o tema “Do Nordeste para o Mundo: o papel da Caatinga e do hidrogênio verde para a transição energética justa”. 

O evento destacará dois eixos: a produção de hidrogênio verde e o potencial do bioma Caatinga, presente em 100% do território estadual. O bioma é reconhecido pela capacidade de reter CO2, essencial para reduzir emissões e frear as mudanças climáticas.

Interiorização da nova economia

A SDE estrutura a agenda de transição energética justa com foco na inclusão produtiva e na geração de oportunidades em todo o estado. O programa H-TECH formará mais de 11 mil profissionais em energias renováveis e hidrogênio verde, preparando mão de obra para atender à nova demanda industrial.

 O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) abrirá uma sede no Ceará com cursos voltados à engenharia de energias renováveis e engenharia de sistemas, reforçando a estratégia de capacitação e inovação local. Segundo Brígida Miola, a transição “só será efetivamente inclusiva se for participativa, envolvendo e escutando a população ao redor dos grandes empreendimentos”.

Além disso, o governo estadual também aposta na interiorização da produção de energia renovável, especialmente solar e eólica, para sustentar o avanço do hidrogênio verde e dos data centers. 

A descentralização das usinas e projetos amplia o desenvolvimento econômico fora da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) e assegura que os benefícios da economia verde cheguem aos municípios com maior potencial energético. 

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