Cresce a expectativa em torno do julgamento da Suprema Corte, que avaliará se Trump extrapolou seus poderes ao impor tarifas globais. (Foto: Evelyn Hockstein/Reuters)
O Senado dos Estados Unidos (EUA) aprovou, por 52 a 48, uma medida que anula as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump sobre produtos brasileiros, marcando um raro rompimento entre republicanos e democratas em temas comerciais.
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Cinco senadores republicanos se juntaram à oposição na votação, liderada pelo democrata Tim Kaine, que contesta o uso de poderes emergenciais pela Casa Branca para definir tarifas sem aval do Congresso.
A resolução ainda seguirá para a Câmara dos Representantes, onde líderes republicanos endureceram as regras processuais para impedir votações sobre tarifas até março de 2026.
O texto sobre o Brasil integra um pacote mais amplo que também tenta barrar as tarifas de 35% sobre produtos canadenses e de até 50% sobre importações de outros países. O impasse reflete a crescente divisão sobre o papel do Congresso na política comercial norte-americana.
O debate foi precedido por um almoço tenso entre senadores republicanos e o vice-presidente JD Vance, que enfrentou críticas sobre os planos do governo de quadruplicar as importações de carne argentina.
Legisladores de estados agrícolas afirmaram que as medidas já causam preocupação entre produtores de gado, ampliando o descontentamento interno. A discussão mostrou o desgaste da base republicana com a agenda tarifária de Trump.
Enquanto isso, cresce a expectativa em torno do julgamento da Suprema Corte, que avaliará se Trump extrapolou seus poderes ao impor tarifas globais sem autorização legislativa.
O senador Rand Paul, coautor da medida sobre o Brasil, criticou o ex-presidente por “invadir o poder do Congresso sobre a tributação” e classificou as tarifas como baseadas em uma “emergência fabricada”. A disputa redefine os limites entre executivo e legislativo na condução da política econômica dos Estados Unidos.
*Com informações do Dow Jones Newswires
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