Investidores ainda mantêm posição “overweight” em ativos americanos e esperam preservar essa estratégia pelos próximos 18 meses. (Foto: Reprodução/Bloomberg)
Os investidores estão direcionando recursos para ativos alternativos, como ouro e criptomoedas, em resposta à preocupação com o aumento das dívidas públicas, de acordo com Larry Fink, CEO da BlackRock.
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Durante o evento Future Investment Initiative (FII), em Riad, Fink afirmou que “deter criptoativos ou ouro são ativos do medo”, apontando que o movimento reflete incertezas sobre a segurança financeira e o valor das moedas soberanas.
O avanço do chamado “debasement trade” tem levado à venda de títulos do governo e de moedas como o dólar, o iene e o euro, em troca de metais preciosos e criptomoedas. O termo faz referência a períodos históricos em que governantes desvalorizavam suas moedas ao misturar metais mais baratos, corroendo a confiança do mercado e impulsionando a busca por ativos alternativos como reserva de valor.
Mesmo diante desse cenário, Fink destacou que os Estados Unidos continuam como principal destino de capital global. Ele afirmou que investidores ainda mantêm posição “overweight” em ativos americanos e esperam preservar essa estratégia pelos próximos 18 meses, reforçando a confiança no país apesar das preocupações com o endividamento público.
O painel contou também com David Salomon, do Goldman Sachs, e Jamie Dimon, do JPMorgan. Dimon citou os déficits fiscais como sua maior preocupação, enquanto Fink alertou para a dependência dos EUA da venda de ativos em dólares a investidores estrangeiros — um fator que, segundo ele, amplia os riscos para a estabilidade financeira global.
*Com informações do Bloomberg Línea
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