Lula é recebido pelo presidente da Indonésia, Prabowo Subianto, em Jacarta. Acordos assinados em várias áreas, incluindo energia e mineração. (Foto: Divulgação)
O Brasil e a Indonésia firmaram acordo para cooperação de desenvolvimento econômico de dois projetos-piloto para geração híbrida de energia no Nordeste, coordenando energia solar e gás natural. Os investimentos estimam o montante de R$ 300 milhões.
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O memorando de entendimento foi assinado no Fórum Empresarial Indonésia-Brasil, contando com a participação de representantes do Ministério das Relações Exteriores, da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), e a parceria da Indonesia Energy Corporation (IEC) com a brasileira Aquila Energia.
Os projetos serão implementados nas cidades de Mossoró (RN) e Araçás (BA), associando capacidade inicial de 10 MW, direcionados a princípio para fornecimento de energia para propostas de arranjos estruturais para o setor de tecnologia. Os recursos aplicados podem somar a longo prazo, segundo expectativas, até R$ 10 bilhões, aumentando a capacidade instalada em até 400 MW.
A Indonesia Energy Corporation vai prover conhecimento técnico em ativos de energia e estruturação de financiamento internacional, enquanto a Aguila Energia coordenará as etapas de licenciamento, execução e engajamento de fornecedores locais.
“Essa parceria reflete o novo momento do Brasil como protagonista na transição energética e na economia digital. A aproximação entre Brasil e Indonésia, duas grandes economias do Sul Global, abre caminho para projetos inovadores, sustentáveis e estratégicos, capazes de gerar empregos, desenvolvimento regional e tecnologia limpa”, reforça o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana.
O evento integrou a missão presidencial liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e reuniu 357 empresários — sendo 129 brasileiros e 228 indonésios —, além de autoridades, ministros e representantes de companhias e associações empresariais.
Na ocasião, foram instituídos acordos associando sete memorandos de entendimento agregando entidades governamentais e do setor privado dos dois países, cobrindo áreas como agricultura e pecuária, minas e energia, ciência e tecnologia, geografia e estatística e investimento.
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