O setor cresceu 2,5% em setembro de 2025 no comporativo ao mesmo período do ano passado, com destaque para o segmento industrial. (Foto: Envato Elements)
A projeção do crescimento de pequenas e médias empresas brasileiras apresenta dado positivo, porque conforme levantamento do Índice Omie de Desempenho Econômico das PMEs (IODE-PMEs), a movimentação financeira do setor cresceu 2,5% em setembro de 2025, em relação ao mesmo período do ano passado.
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No entanto, a pesquisa constatou que no mês de agosto ocorreu leve recuo de 0,8%, interrompendo uma sequência de três altas consecutivas. A análise avalia que apesar da oscilação recente, o balanço indica trajetória consistente de recuperação do setor ao longo do segundo semestre. A Omie esclarece que no acumulado de 2025 o índice mantém estabilidade no comparativo ao ano passado, refletindo os efeitos de um primeiro semestre ainda marcado por custos elevados e menor confiança empresarial.
“As PMEs vêm apresentando uma retomada gradual desde junho, sustentada por fundamentos como a desaceleração da inflação e o aumento da renda real. Ainda que o crédito continue caro, a melhora do poder de compra das famílias tem contribuído para um ambiente mais favorável, especialmente para os segmentos ligados ao consumo”, analisa o economista da Omie, Felipe Beraldi.
Fator de auxílio às pequenas e médias empresas, o setor industrial mostra impulso com crescimento de 6,1% em setembro, na comparação anual. O setor que mostra maior desenvolvimento é o da indústria de transformação, com elevação em 16 dos 23 subsetores, com destaque para bebidas, produtos alimentícios e papel e celulose.
O segmento do Comércio também tem ajudado nas estatísticas com expansão de 2,1% em relação a setembro de 2024. O atacado tem puxado o crescimento, numa avaliação anual de +4,0%, enquanto o varejo, nesta mesma conjuntura, exibiu retração média de 3,5%. Os nichos que cresceram no período foram: lojas de departamento, artigos de relojoaria e varejo de doces. “A recuperação do comércio mostra uma melhora na dinâmica da renda e da confiança do consumidor. O atacado, em especial, tem se beneficiado da recomposição de estoques e da estabilização dos custos logísticos”, complementa Beraldi.
O setor de Serviços registrou leve queda de 0,2% em setembro, após avanço de 1,6% em agosto, marcando o primeiro resultado negativo do ano. Ainda assim, segmentos como atividades profissionais, científicas e técnicas e informação e comunicação mantiveram crescimento no período.
As PMEs de Infraestrutura continuam em retração, com recuo de 2,3% frente a setembro de 2024, após queda de 5,1% em agosto. O desempenho segue pressionado pela desaceleração da construção civil, afetada pela política monetária restritiva. “Os juros em patamar elevado continuam sendo o principal limitador da expansão dos setores mais sensíveis ao crédito. A indústria e parte do comércio conseguem reagir mais rápido, mas serviços e infraestrutura ainda operam com margens comprimidas”, enfatiza Felipe Beraldi.
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