FMI: Brasil deve ter 5º maior crescimento do G20 em 2025

Por: Redação | Em:
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O FMI agora estima uma expansão de 2,4% neste ano, ligeiramente acima dos 2,3% previstos pelo governo brasileiro. (Foto: Divulgação/FMI)

O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para cima a projeção de crescimento do PIB do Brasil em 2025 mas indicou que o país deve enfrentar uma desaceleração mais acentuada em 2026, pressionado por tarifas norte-americanas e por políticas econômicas restritivas. 


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Segundo o relatório Perspectiva Econômica Global, divulgado na última terça-feira (14), o FMI agora estima uma expansão de 2,4% neste ano, ligeiramente acima dos 2,3% previstos pelo governo brasileiro, mas reduziu a estimativa para 1,9% em 2026, ante 2,1% na projeção anterior.

O Fundo avaliou que “no Brasil, sinais de moderação estão aparecendo em meio às políticas monetária e fiscal apertadas”. A taxa Selic em 15% limita o consumo e o investimento privado, e o Banco Central já indicou que deve manter o juro alto por mais tempo para controlar a inflação, projetada em 5,2% neste ano e 4% em 2026. O IBGE registrou crescimento de 0,4% no segundo trimestre, o que confirma o enfraquecimento gradual da atividade.

Impacto das tarifas dos EUA

O cenário também é afetado pelas tarifas de 50% impostas por Donald Trump sobre produtos brasileiros, uma medida que reduziu a demanda externa e trouxe incerteza ao comércio bilateral. Parte dos itens foi posteriormente isenta, e o governo de Luiz Inácio Lula da Silva tenta negociar novos termos. Os dois presidentes devem se reunir ainda este ano, após conversa telefônica recente.

Dívida e economias emergentes

O FMI incluiu o Brasil entre os países com aumento significativo da dívida pública em relação ao PIB até 2025, ao lado de China, França e Estados Unidos. Apesar disso, o Fundo elevou sua projeção de crescimento para as economias emergentes de 4,1% para 4,2% em 2025, destacando o desempenho da produção agrícola brasileira, a expansão de serviços na Índia e a demanda interna na Turquia. No entanto, advertiu que “as condições externas estão se tornando mais desafiadoras” e que o espaço fiscal reduzido limita o estímulo à demanda doméstica.

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