O crescimento não se limita aos aportes. O mercado de ETFs também caminha para um recorde de lançamentos em 2025. (Foto: Freepik)
Os ETFs se consolidaram como o principal destino do capital de investidores em 2025. O setor ultrapassou US$ 1 trilhão em entradas líquidas, o ritmo mais rápido da história da indústria, segundo dados da Bloomberg Intelligence.
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Cada oscilação do mercado — das tarifas em abril à correção das ações de tecnologia em setembro — impulsionou novas compras desses fundos, que passaram a funcionar como um termômetro direto da confiança de Wall Street.
O avanço é sustentado por aportes crescentes em fundos de índice que replicam o desempenho de grandes referências do mercado, como o S&P 500, cujo ETF da Vanguard atraiu sozinho cerca de US$ 93 bilhões.
Também ganharam força os fundos ligados a bitcoin, ouro e estratégias alavancadas, refletindo a busca dos investidores por diversificação e liquidez. Em 2025, o volume mensal de aportes tem sido, em média, 3,5 vezes superior ao padrão histórico, e as projeções indicam que o ano pode fechar com US$ 1,25 trilhão em novos recursos.
Roxanna Islam, chefe de pesquisa setorial e de indústria na TMX VettaFi, destacou que os fluxos para ETFs acompanham o surgimento das principais tendências de mercado, incluindo bitcoin, ativos alternativos e o segmento acionário em geral.
O crescimento não se limita aos aportes. O mercado de ETFs também caminha para um recorde de lançamentos em 2025. Mais de 800 novos fundos foram criados até setembro, superando o recorde anterior, com destaque para as 115 estreias registradas apenas naquele mês. Caso o ritmo atual se mantenha, a indústria pode alcançar pela primeira vez a marca de 1.000 novos produtos no ano.
Gestoras têm explorado nichos de renda e alavancagem, que já representam um terço dos novos fundos. A tendência deve se intensificar após recentes mudanças regulatórias da SEC, que pretende autorizar ETFs como classes de cotas de fundos mútuos e simplificar a listagem de produtos baseados em commodities e criptomoedas.
Analistas avaliam que as novas regras podem impulsionar o surgimento de milhares de novos fundos e ampliar o acesso desses instrumentos ao sistema de aposentadoria dos EUA.
*Com informações do Bloomberg Línea.
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