Criado em 1968 pelo Banco Central da Suécia, o prêmio de Ciências Econômicas é o único fora dos cinco originais instituídos por Alfred Nobel. (Foto: Reprodução/FDR)
O americano-israelense Joel Mokyr, o francês Philippe Aghion e o canadense Peter Howitt venceram o Prêmio Nobel de Economia 2025 pelo conjunto de estudos que explicam como a inovação tecnológica sustenta o crescimento de longo prazo.
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O anúncio foi feito nesta segunda-feira (13), pela Real Academia Sueca de Ciências, que destacou as contribuições dos economistas para entender a relação entre progresso técnico e desenvolvimento econômico.
Mokyr, de 79 anos, recebeu metade do prêmio “por ter identificado os pré-requisitos para o crescimento sustentável através do progresso tecnológico”, segundo a Academia. Professor da Universidade Northwestern, ele analisou evidências históricas para compreender como a inovação se tornou motor contínuo de produtividade e bem-estar.
Aghion, 69, e Howitt, 79, dividiram a outra metade do prêmio “pela teoria do crescimento sustentável através da destruição criativa”. O conceito descreve o processo pelo qual novas tecnologias substituem modelos ultrapassados, forçando empresas e economias a se reinventarem. Essa dinâmica, segundo os autores, garante competitividade, ainda que gere rupturas setoriais.
O presidente do comitê, John Hassler, afirmou que o trabalho dos pesquisadores responde a questões centrais sobre como a inovação tecnológica estimula o crescimento e como é possível mantê-lo de forma sustentável. O reconhecimento reforça a importância do investimento contínuo em pesquisa, educação e políticas de incentivo à inovação.
Após o anúncio, Aghion destacou a necessidade de uma estratégia tecnológica própria na Europa. “Acredito que os países europeus devem perceber que não podemos permitir que os Estados Unidos e a China se tornem líderes tecnológicos e perder para eles”, disse o economista.
Criado em 1968 pelo Banco Central da Suécia, o prêmio de Ciências Econômicas é o único fora dos cinco originais instituídos por Alfred Nobel, que morreu em 1896. Desde então, a premiação reconhece pesquisas que ajudam a compreender as forças estruturais da economia global.
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