A alta do ouro é reflexo de um cenário de incerteza econômica, agravado por tensões na França e pela expectativa de corte de juros nos EUA. (Foto: Freepik)
O ouro ultrapassou US$ 4.000 por onça pela primeira vez nesta quarta-feira (8), no mercado asiático. O avanço ocorre em meio à preocupação dos investidores com o possível fechamento do governo dos Estados Unidos, o que intensificou a procura por ativos seguros. Às 2h GMT, o metal era negociado a US$ 4.001,11, acumulando alta superior a 50% em 2025.
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A valorização é reflexo de um cenário de incerteza econômica global, agravado por tensões políticas na França e pela expectativa de corte de juros nos EUA. Os fatores impulsionaram a migração de capital para o ouro, tradicional refúgio em períodos de instabilidade e desaceleração dos mercados financeiros.
Em agosto de 2020, no auge da pandemia de Covid-19, o ouro havia superado os US$ 2.000 por onça, marca que parecia distante até o início deste ano. O movimento atual reforça a tendência de valorização contínua observada desde 2023, acompanhando a busca global por segurança diante de riscos fiscais e geopolíticos.
Analistas indicam que o desempenho do metal precioso tende a permanecer positivo se persistirem as incertezas sobre a política monetária americana e as tensões entre grandes economias. Para investidores institucionais e gestores de fundos, o ouro volta a ocupar papel central na diversificação de portfólios, reduzindo riscos em um ambiente de volatilidade crescente.
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