O Escritório de Orçamento do Congresso (CBO) estimou que até 750 mil funcionários serão afastados temporariamente. (Foto: Freepik)
O Congresso dos Estados Unidos (EUA) não conseguiu aprovar um acordo para o Orçamento federal na noite da última terça-feira (30), o que levou ao primeiro shutdown em quase sete anos. Com a medida, milhares de servidores federais serão colocados em licença ou poderão ser demitidos nas próximas horas.
Quer receber os conteúdos da TrendsCE no seu smartphone?
Acesse o nosso Whatsapp e dê um oi para a gente.
Uma proposta que prorrogaria o financiamento público por sete semanas foi rejeitada no Senado. O texto teve 55 votos a favor e 45 contrários, mas precisava de ao menos 60 para ser aprovado. O impasse entre democratas e republicanos travou também a análise de projetos alternativos.
De um lado, os democratas pediam a manutenção de subsídios e a reversão de cortes na assistência de saúde feitos por Donald Trump. Já os conservadores se recusaram a aceitar um texto que financiaria a máquina pública até 21 de novembro.
A última paralisação ocorreu em dezembro de 2018, durante o governo Trump, e se estendeu por 35 dias. Na época, o presidente condicionou a aprovação do orçamento ao financiamento do muro na fronteira com o México, mas recuou após pressões.
Agora, Trump afirmou que a nova paralisação pode trazer “resultados positivos” e declarou: “Vamos demitir muita gente quando houver um shutdown”. Ele também ameaçou suspender políticas defendidas por democratas enquanto o governo estiver sem recursos.
“Não há nenhuma razão substancial para que haja uma paralisação do governo. Isso é algo que tem sido feito rotineiramente, como eu disse, 13 vezes diferentes quando os democratas tinham a maioria. Mas não vamos ser reféns de mais de US$ 1 trilhão em novos gastos em uma resolução contínua”, disse o líder da maioria no Senado, John Thune, R-S.D., antes da votação.
O Escritório de Orçamento do Congresso (CBO) estimou que até 750 mil funcionários serão afastados temporariamente. Apenas servidores considerados “essenciais” em áreas de proteção à vida e segurança deverão continuar trabalhando.
Segundo Phillip Swagel, diretor do CBO, uma paralisação curta teria impacto limitado, já que os salários são pagos retroativamente por lei. Mas um prolongamento poderia gerar “incertezas sobre qual é o papel do governo em nossa sociedade e qual é o impacto financeiro em todos os programas que o governo financia”.
O Departamento de Estatísticas do Trabalho (BLS) suspendeu a divulgação de indicadores, incluindo o relatório de empregos (payroll), previsto para sexta-feira (3). A ausência do dado preocupa o Federal Reserve (Fed), já que é um dos principais insumos para decisões de política monetária.
Austan Goolsbee, presidente do Fed de Chicago, afirmou que a não publicação do indicador terá impacto direto na definição dos próximos passos da autoridade monetária.
Nova taxa de US$ 100 mil para visto H-1B pode colapsar big techs?