No ranking da região, o Ceará se destaca no aparato de geração de empregos nos segmentos de educação e saúde. (Foto: Envato Elements)
A geração de empregos no Nordeste mostra um painel animador de janeiro até agosto deste ano. Dados divulgados pelo Ministério do Trabalho mostram que a região contabiliza a criação de aproximadamente 32,7 mil empregos, em média, por mês.
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Em termo detalhado neste sentido, o Nordeste apresentou o saldo de 261.908 empregos gerados, conjuntura que equivale a 17,44% no critério do acumulado do ano. As informações estão disponíveis no Data Nordeste, plataforma digital da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).
A análise realizada pela autarquia aponta que a região, no período que compreende julho a agosto, teve crescimento de aproximadamente 39 mil a cerca de 55 mil empregos líquidos. No comparativo com a estatística no alinhamento percentual com o saldo do país, a região explicitou mais que o triplo: 13,55%, no Brasil, e 41,77%, no Nordeste.
“O mês anterior já havia apresentado um resultado forte para a região, com um saldo de mais de 39 mil empregos, e o resultado de agosto amplificou esse crescimento, com um saldo de 55.344. Destaque também para a Indústria, que apresentou um saldo de 12.430, o segundo maior saldo do Nordeste”, explicou o economista da Coordenação de Estudos e Pesquisas da Sudene, Miguel Vieira.
No apurado de destaque dos estados nordestinos, no topo do ranking estão Pernambuco, Bahia e Paraíba, com 12.692, 11.015 e 8.492, respectivamente, em novos postos de trabalho. Na sequência, Ceará (6.933), Rio Grande do Norte (5.339), Maranhão (3.149), Alagoas (2.803), Piauí (2.591) e Sergipe (2.330).
O setor de Serviços foi o que mais impulsionou a alavancada de empregos no Nordeste, seguido pela Indústria. O primeiro agregou em números a criação de 18.001 novos postos de trabalho, enquanto o segundo setor correspondeu a 12.430.
Numa outra configuração verificada, o aparato e os investimentos em educação e saúde impactaram nos números ao que consiste a geração de emprego na região. Ambos os segmentos constataram, respectivamente, 5.315 e 3.320 novos postos de trabalho, em realce o estado do Ceará, primeiro colocado no item educação, e segundo na aplicação em saúde.
No setor da Construção, destacaram-se Pernambuco, Ceará e Bahia, com 2.644, 1.859 e 1.611 novos postos de trabalho, respectivamente. Assim como no mês anterior, Rio Grande do Norte e Alagoas apresentaram saldo negativo de -66 e -161, respectivamente. Em termos proporcionais, o setor representou 30,3% e 26,8% do saldo total de Sergipe e do Ceará, respectivamente.
No cenário nacional, nos primeiros oito meses de 2025, foram gerados 1,5 milhão de trabalhos com carteira assinada, com destaque para os setores de Serviços e Construção. Avaliando o englobamento, o ministro do Trabalho e Emprego, André Marinho, relata que o país segue registrando crescimento no emprego formal, no entanto num ritmo mais moderado.
Segundo o ministro, um dos entraves para a expansão do mercado de trabalho no país é o índice estabelecido pela taxa básica de juros. Ele defende que a política monetária do Copom reduza os juros no aspecto de estimular a atividade econômica e, em consequência, ampliar a geração de empregos.
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