Brasil amplia exportação de carne e supera barreira tarifária dos EUA

Por: Redação | Em:
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As exportações totais de carne do Brasil avançaram 56%, alcançando 1,5 bilhão de dólares, de acordo com o MDIC. (Foto: Envato Elements)

O Brasil foi impactado pela tarifa de 50% aplicada pelos Estados Unidos (EUA) desde agosto sobre diversos produtos nacionais, mas o setor de carnes segue em expansão. Os embarques totais para os americanos caíram 18% no mês, enquanto as vendas de carne sofreram recuo de 46%, somando 37 milhões de dólares. Mesmo assim, o desempenho global do segmento manteve o crescimento em alta.


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No mesmo período, as exportações totais de carne do Brasil avançaram 56%, alcançando 1,5 bilhão de dólares, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). A demanda internacional segue firme e a média diária de embarques em setembro mostra aumento de 53% sobre o ano anterior. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) revisou para cima sua previsão e agora projeta crescimento de até 14% em 2025.

A China permanece como principal destino, absorvendo cerca de 60% das vendas, com avanço de 90% em agosto. Outros mercados também ampliaram compras: Chile aumentou em 30%, Rússia em 109% e México em 300%, o que reforça a diversificação dos destinos brasileiros.

Oferta restrita no mundo

A expansão acontece em cenário de oferta limitada de carne bovina em países produtores como Austrália e EUA, ao mesmo tempo em que cresce a procura em regiões emergentes, especialmente na Ásia. Vietnã, Malásia, Indonésia e Filipinas aparecem como novos polos de consumo, impulsionados por mudanças culturais e aumento da renda.

Roberto Perosa, presidente da Abiec, destaca que o Brasil vende “para mais de 150 países, a demanda global continua aquecida e os competidores não têm mais carne para oferecer”, afirmou.

Perda estratégica

Embora as vendas tenham sido redirecionadas sem grandes perdas de volume, o setor frigorífico alerta para o impacto na rentabilidade. “Os Estados Unidos eram o nosso segundo maior mercado e são um mercado altamente rentável”, disse Perosa. Ele explica que margens estreitas, de 3% a 4%, tornam a perda de mercados mais lucrativos um desafio para manter o equilíbrio do sistema de vendas.

*Com informações do portal Veja.

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