Fim do horário comercial: B3 e Tesouro querem negociar títulos públicos 24h por dia

Por: Redação | Em:
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Gilson Finkelsztain, presidente-executivo da B3

A expectativa é que o processo seja implementado no início de 2026, começando pelo Tesouro Selic, segundo Gilson Finkelsztain, CEO da B3. (Foto: Victor Moriyama/Bloomberg)

A B3 trabalha com o Tesouro Nacional para permitir a negociação de títulos públicos 24 horas por dia, a partir do início de 2026, segundo o Gilson Finkelsztain, presidente-executivo da B3. Hoje, o Tesouro Direto permite operações apenas entre 9h30 e 18h. A proposta inclui negociar pelo menos o Tesouro Selic em regime 24/5 (24 horas por dia, 5 dias da semana) ou 24/7 (todos os dias da semana).


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Investidores pessoas físicas já manifestam demanda clara por horários estendidos de negociação. O novo modelo amplia a liquidez, facilita a gestão de caixa e permite reações mais rápidas a eventos do mercado. E mercados globais utilizam regimes semelhantes, o que pode atrair novos investidores para o Brasil.

Desafios e debate

Apesar da viabilidade técnica e do desejo dos participantes, o tema gera controvérsia. Há preocupações sobre custos operacionais, segurança dos sistemas, ajustes regulatórios e liquidez fora do horário comercial. Finkelsztain reconhece que a mudança é potencialmente polêmica dentro do mercado.

A expectativa oficial é que o processo seja implementado no início de 2026, começando pelo Tesouro Selic. O anúncio foi feito nesta quinta-feira, durante evento da AGF em São Paulo, onde presidente-executivo da B3 assegurou que “devemos começar isso no início do ano que vem”.

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