Na última reunião, em 29-30 de julho, o Copom interrompeu o ciclo de alta da Selic citando ambiente externo adverso e políticas nos EUA. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne nesta terça (16) e quarta-feira (17) para definir se manterá ou ajustará a taxa Selic — atualmente em 15% ao ano — o que impacta juros, crédito e inflação.
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Formado pelo presidente Gabriel Galípolo e diretores do Banco Central, o Copom reúne-se a cada 45 dias para definir a Selic, considerando fatores externos, fiscais e monetários.
Na última reunião, em 29 e 30 de julho, o Copom interrompeu o ciclo de alta da Selic citando ambiente externo adverso e políticas nos Estados Unidos que afetam o cenário global.
A inflação ainda está acima da meta do Conselho Monetário Nacional (CMN), o que mantém pressão para taxas mais altas.
Critérios usados para definir a Selic:
evolução da economia brasileira e mundial;
liquidez e comportamento dos mercados;
desempenho das contas públicas;
riscos externos e inflação.
Se mantiver os juros, o crédito permanece caro e o incentivo ao consumo segue limitado. Se subir a Selic, o freio sobre a inflação se reforça, mas pode desaquecer economia e investimento. Se baixar, o risco de pressão inflacionária aumenta, porém, o crédito se torna mais acessível.
Todos os membros votam e os detalhes dos votos são divulgados após a reunião. As atas são publicadas em até quatro dias úteis.
O Banco Central usa operações de mercado aberto para ajustar a taxa conforme definido, comprando ou vendendo títulos públicos.
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