Mercosul-EFTA: acordo histórico cria zona econômica de US$ 4,3 tri

Por: Redação Trends | Em:
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As tratativas começaram em janeiro de 2017 e avançaram por 14 rodadas até a conclusão na 66ª Cúpula do Mercosul, em julho de 2025. (Foto: Reprodução/ANI)

A assinatura do Acordo de Livre Comércio entre Mercosul e Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), que ocorre nesta terça-feira (16), no Rio de Janeiro, encerra mais de oito anos de tratativas. O pacto cria uma zona econômica que reúne cerca de 300 milhões de pessoas e soma PIB superior a US$ 4,3 trilhões, conforme dados oficiais dos blocos.


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A EFTA, formada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, representa aproximadamente 15 milhões de habitantes e PIB de US$ 1,4 trilhão. O Mercosul inclui Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia (em processo de adesão), ampliando o potencial do mercado conjunto e fortalecendo as cadeias de valor regionais.

O acordo prevê acesso preferencial para 97% das exportações entre os blocos, reduzindo tarifas e ampliando cotas comerciais. Para o Brasil, cerca de 99% do valor exportado à EFTA terá isenção tarifária ou acesso facilitado, o que tende a impulsionar setores como agronegócio, siderurgia e bens de consumo.

Negociações iniciadas em 2017

As tratativas começaram formalmente em janeiro de 2017, com a primeira rodada em Buenos Aires, e avançaram por 14 rodadas até a conclusão na 66ª Cúpula do Mercosul, em julho de 2025. O processo foi marcado por ajustes regulatórios e definição de regras para propriedade intelectual, serviços e compras governamentais, pontos sensíveis para os dois blocos.

A assinatura ocorre sob a Presidência Pro Tempore Brasileira (PPTB), que estabeleceu como meta a modernização da união aduaneira e a expansão da rede de acordos internacionais do Mercosul. O evento também formalizará o apoio à adesão plena da Bolívia, elevando para cinco o número de membros efetivos do bloco sul-americano e ampliando sua representatividade.

Especialistas avaliam que o acordo Mercosul-EFTA pode aumentar a competitividade das empresas, atrair investimentos e diversificar parcerias comerciais. No entanto, a implementação dependerá da ratificação pelos parlamentos nacionais e da adaptação às novas regras, o que deve exigir coordenação entre governos e setores produtivos.

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