O boletim Focus desta segunda-feira (15) manteve a previsão da Selic em 15% para este ano pela 12ª semana seguida. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Segundo o boletim Focus desta segunda-feira (15), os economistas consultados pelo Banco Central reduziram as estimativas para a inflação e o câmbio em 2025. A previsão para o IPCA caiu de 4,85% para 4,83%, enquanto a meta oficial permanece em 3,00% ao ano, com tolerância de 1,5 ponto percentual. Para 2026, o mercado manteve o índice em 4,30%, indicando expectativa de estabilidade no médio prazo.
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A pesquisa semanal com cerca de 100 instituições financeiras também reduziu a projeção do dólar para o fim de 2025, de R$ 5,55 para R$ 5,50, mantendo em R$ 5,60 para 2026. O cálculo considera a média de dezembro e não mais o último dia útil, o que evita distorções de curto prazo e reflete uma visão mais consolidada do mercado.
O Focus mostrou manutenção na previsão da Selic em 15% para este ano pela 12ª semana consecutiva, mas um ajuste para 2026 após 32 semanas estáveis: agora em 12,38%, ante 12,50% na semana anterior. A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre os juros será anunciada nesta quinta-feira (18), e o mercado espera manutenção do atual patamar.
As projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) indicam crescimento de 2,16% em 2025, sem alteração em relação à semana passada, mas o número para 2026 foi reduzido para 1,80%, ante 1,85%. Essa revisão sinaliza cautela com o desempenho da economia no próximo ano, embora o ritmo de expansão ainda seja moderado.
O déficit primário consolidado para 2025 permaneceu em 0,52% do PIB, próximo da meta fiscal de déficit zero com tolerância de 0,25 ponto. O indicador reflete o saldo entre receitas e despesas antes do pagamento de juros, e é monitorado de perto por investidores.
Além disso, segundo o focus, a dívida líquida do setor público em relação ao PIB ficou estável em 65,80% pela 15ª semana. Para 2026, a projeção passou de 70,08% para 70,10%, mostrando que o mercado não antecipa mudanças significativas no endividamento do governo no curto prazo.
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