O governador do Ceará solicitou ao Ministério de Minas e Energia a aplicação de licitações para mais linhas de transmissão até o final do ano. A previsão da pasta federal é que isso ocorra até março de 2026. (Foto: Gov. do Estado do Ceará)
Ambientalistas e especialistas executivos das causas ambientais apontam a utilização da rede de energias renováveis como ferramentas de mitigação dos efeitos climáticos adversos que acontecem no planeta. O estado do Ceará é o terceiro colocado no ranking de 2024 da região Nordeste em geração de energia solar, segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR). No entanto, para que flua a expansão do circuito é necessário implementar as linhas de transmissão da energia gerada em estruturas fixadas, para centros de consumo.
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O governador do Ceará, Elmano de Freitas, disse que atualmente tem distribuído em execução cerca de dois mil km de reforço e ampliação de linhas de transmissão no estado. O chefe do executivo estadual relatou que já solicitou junto ao Ministério de Minas e Energia a aplicação de mais licitações para reforço de linhas de transmissão até o final do ano. Elmano enfatizou que a previsão da pasta federal para deliberação dos novos leilões direcionados ao Nordeste, e para o Ceará, será até março de 2026.
“Estamos trabalhando junto ao Governo Federal, o qual só temos a agradecer, porque há seis anos, antes do presidente Lula, não havia um leilão no Brasil para reforçar o centro de energia brasileiro. Foi no governo dele que nós voltamos a ter os investimentos para instalação de fábrica, hidrogênio verde, Data Center e para o nosso polo automobilístico”, frisou Elmano.
A titular da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece), Sandra Monteiro, destacou o programa da pasta que viabiliza a contratação de instrutores técnicos para atuar na área de energias renováveis, o Projeto H-TEC, se referindo a proposta de conexão das energias renováveis na correlação com as áreas do semiárido nordestino.
Sandra Monteiro salientou que a Secitece prioriza operações relacionadas à energia fotovoltaica, porque tanto no Nordeste quanto no Ceará há grupos de pesquisa que trabalham para produzir placas solares mais leves e eficientes, e por assim proporcionar a redução de espaços a serem ocupados pelos equipamentos. “Nosso olhar tem sido para esse foco, e a Funcap, que é uma das nossas vinculadas, está à frente disso também, com bolsas no período de imersão nas empresas que compreendam essa pesquisa como uma potencialidade para o seu desenvolvimento econômico, mas também ver uma forma de articular os conhecimentos internacionais”, acentuou.
As declarações foram feitas nesta segunda-feira (15) durante a 3ª Conferência Internacional sobre Clima e Desenvolvimento em Regiões Semiáridas (Icid 2025) e da COP Nordeste, evento que acontece no Centro de Eventos, o qual focaliza delinear o debate no que concerne o contexto ambiental e climático. Na ocasião, o governador Elmano de Freitas relatou que um documento está sendo elaborado pelo Executivo estadual no aspecto de explanar a importância da Caatinga para ser entregue a administração gestora do COP30, conferência de amplitude global para discorrer sobre ações climáticas e do meio ambiente.
“A gente está recebendo em Fortaleza um importante evento que reúne várias localidades, seja do Brasil, seja do mundo, preparando para a COP30, que acontecerá este ano no Brasil, para discutir as situações das mudanças climáticas. E podemos, dessa maneira, todos os estados do Nordeste, atuar juntos na COP 30 para poder chamar a atenção do mundo para criar políticas públicas de preservação e desenvolvimento do semiárido, preservando as nossas comunidades e a Caatinga”, reforçou Elmano.
De acordo com Sandra Monteiro, a Secitece possui como missão a articulação do sistema de educação superior, no propósito de alcançar a qualificação profissional. O aparato que guiou recentemente a pasta, segundo a secretária, é o formato de como conduzir a capacitação, no ramo da ciência botânica, nas áreas do solo, irrigação, manejo de inseticidas, no setor para desenvolver plantas mais adaptáveis e na utilização de laboratórios.
“Isso faz com que todo o ecossistema se fortaleça, capacitando pessoas, transferindo tecnologia, e também estimulando que esses estudantes convivam com esses desafios, para ter mais proposições, com mais ciência, inclusive ciência de dados. A gente vai ter um momento aqui, na Icid 2025, que vai discutir como esses dados aqui dentro do Ceará, no Nordeste e no mundo eles podem ser intercambiados para fortalecer os grupos de pesquisa e chegar até a comunidade”, ressaltou Sandra.
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