Prefeitura de Fortaleza tem acesso a crédito do Banco Mundial para Meio Ambiente 

Por: Eleazar Barbosa | Em:
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Prefeito Evandro Leitão também assinou decreto municipal para implantar cinco parques ecológicos na capital cearense. (Foto: Beatriz Boblitz)

O prefeito de FortalezaEvandro Leitão, assinou nesta quarta-feira (10) um memorando que insere a capital cearense, juntamente com outras três metrópoles brasileiras, num movimento que reúne as principais cidades do mundo em ações programáticas para tomar medidas para mitigar os efeitos da crise climática internacional, a Rede Global C40.


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O chefe do executivo municipal disse que o posicionamento do Banco Mundial ao que concerne a agenda é que os municípios introduzidos na rede obterão melhor acessibilidade de operações de crédito da instituição bancária. “Sem tanta burocracia, para que assim aconteça. E nós, inclusive, estamos discutindo operações de crédito para Fortaleza a fim de que a gente possa investir em áreas verdes, em parques, lagoas, possa assim está investindo na questão da sustentabilidade da nossa capital”, frisou Evandro.

De acordo com a especialista sênior em Desenvolvimento Urbano pelo Banco Mundial para a América Latina e Caribe, Hannah Kim, encontra-se atualmente em interlocução com a Prefeitura de Fortaleza a viabilidade de montar uma operação de desenvolvimento de políticas públicas direcionadas para pauta de mudanças climáticas e planejamento setorial de ações neste sentido.

“A gente tem uma relação bem próxima com a Prefeitura, já até concedemos um empréstimo para a entidade, estamos construindo um próximo e talvez uma outra operação de investimento, que ainda está em construção. Estamos falando de desenvolvimento urbano, que tem a ver com infraestrutura urbana, drenagem, saneamento básico, e espaços verdes”, destacou Hannah.

Os esclarecimentos ocorreram hoje no Centro de Eventos do Ceará, durante a abertura do seminário Diálogos Rumo à COP30. Na ocasião, foi anunciado a assinatura de um decreto municipal para a criação de cinco parques urbanos ecológicos em Fortaleza: Parque Urbano da Lagoa do Aracapé; Parque Urbano da Lagoa do Urubu; Parque Urbano Zeza-Olho D’água; Parque Urbano Zoobotânico do Passaré; e Parque Urbano da Lagoa da Paupina.

Gargalos e soluções ao meio ambiente nas cidades

Segundo o diretor de Implementação para a América Latina na rede C40, Gabriel Tenenbaum, na véspera da realização da 30ª Conferência das Partes da ONU sobre Mudanças Climáticas, a COP 30, está previsto um agrupamento de prefeitos e prefeitas para discorrer sobre as problemáticas ocasionadas nas respectivas administrações municipais acerca do tema de sustentabilidade ambiental.

Gabriel Tenenbaum salientou que o evento de Fortaleza possui o papel de escutar o prefeito Evandro Leitão nas ações de políticas públicas direcionadas em coligação com as comunidades, em temas relacionados à mobilidade urbanareciclagem e transição climática inclusiva, com a possibilidade de conduzir as ideias implantadas na capital cearense para outros municípios.

O gestor acentuou que as atividades positivas executadas nas cidades da América Latina capitaneadas pelo órgão se enquadram em mais de sete mil ônibus elétricos implementados pela rede na região. A instalação de usinas fotovoltaicas em lixões desativados, em Curitiba, e agora sendo finalizado a conjuntura, no Rio de Janeiro. “A gente tem seis das 13 cidades da América Latina que já estão implementando zona de ar limpo similares ao que foi implementado em Londres, para reduzir a poluição dentro das cidades. Estamos trazendo visibilidade e recurso para pautas de adaptação para as comunidades locais, para ficarem mais resilientes e preparadas para esses eventos climáticos extremos”, pontuou Tenenbaum.

O vereador Gabriel Aguiar (PSOL) avalia que os problemas ocasionados em detrimento ao meio ambiente na capital cearense equivalem, como uma das principais causas, às emissões de gases de efeito estufa. Ele aponta que em Fortaleza se divide no seguinte contexto: metade está ligada a mobilidade urbana, ao que consiste os veículos automotores, e na outra ponta, a falta de saneamento básico, principalmente o esgoto não tratado e os resíduos orgânicos que vão para aterros e liberam “gravíssimos” gases.

Soluções averiguadas para os entes governamentais municipais constituem, de acordo com Gabriel Aguiar, em universalizar o saneamento básico e descarbonizar o transporte coletivo, com medidas elencadas pelo vereador, no que tange à eletrificação dos ônibus, no aspecto de direcionar o passe livre universal. E também incentivar políticas de mobilidade ativa, como caminhadas a pé, utilização de bicicleta ou patinete. 

“Mas para além desses pontos, as duas principais causas do aquecimento global são o desmatamento e a queima de petróleo, gás e carvão. Então Fortaleza tem que deixar no passado essa ideia de derrubar árvores, derrubar as últimas florestas, esse é o nosso último cordão de defesa contra os extremos climáticos. Hoje é irracional derrubar uma árvore, não tem cabimento, e também incentivar, fortalecer as gerações de energias renováveis, principalmente energia solar descentralizada, iniciativas assim têm que ser popularizadas aqui em Fortaleza”, menciona Gabriel.

Vereador Gabriel Aguiar (PSOL) – ao centro – presidindo sessão na Câmara Municipal de Fortaleza. (Foto: Acervo Pessoal)

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