Exportações brasileiras caem para os EUA e crescem para a China

Por: Redação | Em:
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Os embarques para a China avançaram 29,9%, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. (Foto: Envato Elements)

As exportações do Brasil para os Estados Unidos recuaram 18,5% em agosto, primeiro mês sob a nova tarifa de 50% imposta pelo governo Donald Trump. No mesmo período, os embarques para a China avançaram 29,9%, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).


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O valor enviado aos EUA caiu de US$ 3,39 bilhões em 2024 para US$ 2,76 bilhões em 2025, reduzindo a participação do país no comércio exterior brasileiro de 11,8% para 9,3%. Já para China, Hong Kong e Macau, o montante passou de US$ 7,38 bilhões para US$ 9,59 bilhões.

Impacto das tarifas de Trump

O MDIC destacou que ainda é cedo para atribuir a queda apenas ao novo regime tarifário, mas reconheceu que choques de tarifas costumam reduzir demanda ao elevar preços. Produtos brasileiros atingidos diretamente pelas medidas tiveram forte retração: açúcar (-88,4%), carne bovina (-46,2%) e madeira (-39,9%).

Também houve queda em itens isentos das tarifas, como aeronaves e partes (-84,9%), óleos combustíveis (-37%), minério de ferro (-100%) e celulose (-22,7%). Segundo o MDIC, parte da explicação está na antecipação de compras em julho, antes da entrada em vigor da tarifa.

Crescimento em outros mercados

Apesar do recuo, alguns produtos brasileiros tiveram aumento de vendas nos EUA, como veículos de carga, alumínio, café não torrado, geradores elétricos e suco de laranja.

Já para a China, o crescimento foi puxado pelo maior volume exportado de petróleo bruto (+75%), soja (+28,4%), carne bovina (+84%), minério de ferro (+4,9%) e açúcar e melaço (+20%).

Outros parceiros comerciais também ampliaram compras do Brasil: México (+43,8%), Argentina (+40,4%) e Japão (+7,6%). No total, a balança comercial brasileira fechou agosto com superávit de US$ 6,1 bilhões, alta de 35,8% sobre 2024.

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