Dados do Sebrae mostram que serviços respondem por cerca de 70% do PIB e mantêm resiliência em períodos de incerteza. (Foto: Envato Elements)
O setor de serviços liderou a criação de empresas no Brasil entre janeiro e junho, segundo o Mapa de Empresas do governo federal. Mais da metade dos novos CNPJs ficou em atividades como tecnologia, alimentação, estética, logística, consultoria e serviços pessoais, o que confirma a força do segmento na formalização.
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O perfil dos novos empreendedores é formado, em grande parte, por autônomos e pequenos prestadores que buscam independência financeira e alternativa ao emprego formal. Negócios digitais e soluções de conveniência ganharam espaço porque exigem menos capital inicial e permitem escalar operações no mercado local.
Dados do Sebrae mostram que serviços respondem por cerca de 70% do PIB e mantêm resiliência em períodos de incerteza. Mas o alerta permanece: metade das micro e pequenas empresas fecha antes de cinco anos, principalmente por falta de planejamento e de gestão financeira, o que limita a sobrevivência.
Para o contador e mentor empresarial Samuel Modesto, o avanço em aberturas precisa vir com disciplina de gestão. Ele aponta que controle de caixa, metas claras e capacitação reduzem o risco de mortalidade, já que muitos confundem faturamento com lucro e tomam decisões que pressionam o fluxo de caixa.
Além da organização financeira, especialistas apontam a importância do planejamento estratégico e do fortalecimento das redes de relacionamento. “O networking é essencial para abrir portas, firmar parcerias e acessar mercados que seriam inalcançáveis isoladamente. Pequenos negócios podem ganhar força quando se inserem em ecossistemas empresariais ativos”, acrescenta Modesto.
A digitalização também virou critério de disputa. Pesquisa da Serasa Experian indica que 7 em cada 10 micro e pequenas empresas têm presença digital considerada insatisfatória, o que reduz visibilidade e conversão. Estar nas redes não basta: é preciso comunicar valor, criar identidade e transformar audiência em clientes.
O cenário aponta que o ritmo de abertura no setor de serviços continuará elevado, mas a longevidade dependerá da capacidade de estruturar gestão, cultura organizacional e diferenciação. Sem esses pilares, a expansão perde fôlego; com eles, a nova onda de CNPJs pode gerar emprego, renda e produtividade.
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