O Governo do Ceará prevê a economia após migrar 126 prédios públicos para o consumo de energia de fontes solar e eólica. (Foto: Envato Elements)
O Governo do Ceará estima economizar cerca de R$ 15 milhões anuais após migrar 126 prédios públicos para o consumo de energia de fontes solar e eólica. A medida, coordenada pela Secretaria da Infraestrutura (Seinfra), integra contrato firmado com a EDP Renováveis e garante abastecimento pelo Mercado Livre de Energia.
Quer receber os conteúdos da TrendsCE no seu smartphone?
Acesse o nosso Whatsapp e dê um oi para a gente.
Desde 2023, unidades de alto consumo como a Arena Castelão, o Centro de Eventos do Ceará, hospitais, escolas e unidades prisionais passaram a ser incluídas no modelo. A redução média nas contas de energia é de até 30%, segundo a Coordenadoria de Energia e Telecomunicações da Seinfra. Além da economia, o Estado ganha previsibilidade orçamentária e independência em relação ao mercado regulado.
Na saúde, 27 hospitais e unidades administrativas da rede estadual devem gerar economia anual de R$ 8,4 milhões. Na educação, 65 escolas e coordenadorias poderão poupar R$ 2,1 milhões. Entre os equipamentos, a Arena Castelão pode reduzir gastos em 31,9%, e o Centro de Eventos em até 24,66%.
De acordo com o contrato, serão fornecidos 13,4 MW médios (117.000 MWh/ano) até 2029. A distribuição segue sob responsabilidade da Enel Ceará, enquanto a comercialização ocorre no ambiente de contratação livre. Dickson Araújo, secretário executivo de Energia e Telecomunicações, afirma que o modelo permite maior competição e diversidade de opções para os consumidores.
Em agosto, outros 16 prédios públicos entraram no programa, incluindo 13 unidades prisionais, o Hospital Geral de Fortaleza (HGF) e o Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) da capital. O HGF deve economizar R$ 2 milhões por ano, e o CEO, localizado no Centro da capital, prevê redução de 21,66% nas contas a partir de setembro.
Para setembro de 2025, está prevista a inclusão do Hospital Universitário do Ceará, com potencial de poupar R$ 1 milhão anuais, além do Hospital São José, do Hospital Infantil Albert Sabin (HIAS), do Hospital e Maternidade José Martiniano de Alencar (HJMA) e de novas unidades de segurança e educação.
Já em 2026, a Seinfra projeta a migração de 56 novos órgãos, entre eles equipamentos culturais como a Pinacoteca, o Centro Dragão do Mar, o CineTeatro São Luiz e o Theatro José de Alencar.
Bioenergia pode atrair R$ 1 tri ao Brasil até 2035
Investimento de US$ 250 mi impulsiona hubs de hidrogênio no Brasil