O Ministério de Minas e Energia (MME) anunciou a seleção de cinco projetos para integrar a estratégia nacional de hidrogênio verde. (Foto: Envato Elements)
O Ministério de Minas e Energia (MME) anunciou a seleção de cinco projetos para integrar a estratégia nacional de hidrogênio verde. Os investimentos poderão receber até US$ 250 milhões em recursos concessionais do Climate Investment Funds – Industry Decarbonization (CIF-ID), voltado a indústrias de difícil descarbonização.
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A iniciativa faz parte do Programa Nacional do Hidrogênio (PNH2), que busca consolidar polos de produção e uso do energético até 2035. Segundo o governo, os projetos priorizados têm alto potencial de implementação e foram escolhidos a partir de 70 propostas apresentadas em chamada pública lançada em outubro de 2024.
Entre os selecionados, estão iniciativas voltadas à produção de amônia e aço verde, consideradas estratégicas para reduzir emissões em setores como siderurgia e agronegócio. Os empreendimentos foram classificados a partir de critérios técnicos, impacto ambiental e inovação.
Com essa etapa, o Brasil deve concluir até 2026 o Plano de Investimentos do CIF-ID, coordenado pelo Ministério da Fazenda em parceria com MME, MDIC, Banco Mundial, BID e UNIDO. O documento orientará a alocação dos recursos internacionais nos projetos escolhidos.
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) foi contemplada com o projeto H2Orizonte Verde, que testa a injeção de hidrogênio verde em alto-forno em Volta Redonda (RJ). A tecnologia já elevou em 7% a temperatura de sopro e reduziu o consumo de coque e gás natural, diminuindo as emissões de CO₂.
Em Uberaba (MG), a suíça Atlas Agro apresentou o projeto Uberaba Green Fertilizer, uma planta de fertilizantes de baixo carbono com capacidade de 530 mil toneladas anuais. A unidade será abastecida por energia solar e eólica e poderá atender de 25% a 30% da demanda regional de nitrogenados em um raio de 500 km, reduzindo em até 50% a pegada de carbono da agricultura.
Também em Minas Gerais, a Cemig assinou acordo com a H2Brazil para construir um hub de hidrogênio e amônia. O investimento previsto é de R$ 7,8 bilhões, com capacidade de até 820 MW até 2030, para atender à produção de fertilizantes nitrogenados.
Outros dois projetos completam a lista: o hub de hidrogênio verde em Camaçari (BA), da Neoenergia, e o B2H2, da Copel, no Paraná. Todos serão integrados à estratégia nacional de transição energética e poderão receber recursos do fundo internacional.
Com informações da agência eixos
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