Mercado vertical de imóveis na capital cearense apresentou alta de 37%, conforme levantamento do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará. (Foto: Envato Elements)
O comércio de imóveis em Fortaleza e na Região Metropolitana no critério de empreendimentos de elevação, como edifícios de apartamentos e salas comerciais sobrepostas, apresentou alta de 37%, conforme levantamento da comissão de pesquisa do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE), em parceria com a Brain Inteligência Estratégica.
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A avaliação dos dados ocorreu no período que compreende os meses de janeiro a julho deste ano. No âmbito geral, foram comercializadas 9.756 unidades residenciais, o que representa alta de 18% em relação ao comparativo de 2024, quando o volume totalizou em 8.293 unidades.
De acordo com dados da Secretaria Municipal de Finanças de Fortaleza (Sefin), as ofertas registradas no mercado imobiliário da capital cearense estão inseridas no critério de imóveis em condomínios e subdividem em camadas de categorias, tipo casas em condomínio, apartamentos, flats, e salas em condomínio. As análises de mercado obtidas na Sefin começaram em 2005 e terminaram no ano passado, o qual se constatou variação nos valores: R$ 12.500.00 e R$ 160.000,00; de R$ 160.000,00 a R$ 235.000,00; R$ 235.000,00 e R$ 340.000,00; de R$ 340.000,00 a R$ 540.000,00 e de R$ 540.000,00 a R$ 4.500.000,00.
Para o economista Thiago Holanda, o mercado imobiliário de Fortaleza apresenta forte dinamismo em 2025, principalmente nas vendas de imóveis residenciais, com destaque para a utilização econômica dos espaços. “Esse desempenho reflete uma combinação de demanda reprimida por habitação própria, condições favoráveis de crédito e o fortalecimento da confiança do consumidor, o que consolida o setor como vetor importante para a economia local”, pontua.
Segundo dados dos estudos do Sinduscon, o desempenho na venda por loteamentos também registrou crescimento de 62% nas unidades comercializadas e 79% no Valor Geral de Vendas, no acumulado até julho. Thiago Holanda destaca que o avanço na venda de loteamento sinaliza migração na preferência por moradia horizontal, sustentado, conforme o especialista, por preços mais acessíveis, maior oferta de espaço e potencial de personalização futura pelos compradores.
“A tendência está alinhada com a escalada da urbanização periférica e da busca por qualidade de vida, em especial entre classes emergentes e primeira compra. Municípios como Eusébio, Aquiraz e Maracanaú se destacam como pólos estratégicos nesse movimento, graças à expansão de infraestrutura e às melhorias logísticas. O fenômeno também reflete adaptações à conjuntura macroeconômica, diante das taxas de juros elevadas. Os terrenos em loteamentos possibilitam parcelas mensais mais acessíveis. Assim, tornam-se atrativos como alternativa viável de aquisição patrimonial gradual, principalmente para famílias que ainda não conseguem arcar com o encarecimento dos imóveis verticais”, elucida Thiago.
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