Analistas reforçam que a inflação segue distante do centro da meta, exigindo cautela da política monetária. (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)
O mercado financeiro revisou para baixo suas estimativas de inflação e dólar para este ano e os próximos, enquanto ajustou ligeiramente para cima as projeções de crescimento da economia brasileira. Os dados constam do boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (1).
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Para o IPCA, a projeção passou de 4,86% para 4,85% em 2024. Em 2025, a estimativa caiu pela 14ª semana consecutiva, e em 2026 a previsão foi ajustada de 4,33% para 4,31%. Apesar da revisão, as expectativas seguem acima da meta de inflação de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.
As previsões de preços ao consumidor continuam em trajetória de queda, o que sinaliza maior confiança no controle inflacionário. Ainda assim, analistas reforçam que a inflação segue distante do centro da meta, exigindo cautela da política monetária.
Enquanto isso, as estimativas de câmbio também foram revistas. O mercado agora projeta o dólar em R$ 5,56 no fim de 2025 e em R$ 5,62 em 2026, abaixo das previsões anteriores de R$ 5,59 e R$ 5,64, respectivamente.

Para o PIB, as expectativas mostram ligeira melhora. Em 2025, o crescimento esperado passou de 2,18% para 2,19%, e em 2026 subiu de 1,86% para 1,87%. Já para 2024, o IBGE divulgará nesta terça-feira os resultados do segundo trimestre, com estimativa de avanço de 0,3% em relação ao trimestre anterior e alta anual de 2,2%, segundo pesquisa da Reuters.
No caso da Selic, não houve alteração. As projeções permanecem em 15% ao fim de 2024 e 12,50% em 2025. Para prazos mais longos, as estimativas continuam estáveis: 10,50% ao final de 2027 e 10% em 2028, sem mudanças há 29 e 36 semanas, respectivamente.
O conjunto de revisões aponta para uma economia com inflação e câmbio em trajetória de acomodação, mas com juros elevados por mais tempo para garantir convergência das expectativas à meta.
Os dados reforçam o desafio da política econômica em equilibrar crescimento, estabilidade de preços e câmbio, diante de um cenário global ainda marcado por incertezas e custos financeiros elevados.