A IFC ficará responsável por oferecer soluções financeiras, enquanto o BTG Pactual atuará na identificação de oportunidades e coinvestimentos. (Foto: Divulgação/BTG)
O BTG Pactual e a International Finance Corporation (IFC), braço do Banco Mundial voltado ao setor privado, anunciaram uma aliança para financiar projetos sustentáveis na na América Latina, com foco no Brasil. O acordo prevê mobilizar até US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,4 bilhões) em investimentos e recursos de terceiros até 2028.
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De acordo com as instituições, a iniciativa busca apoiar projetos com impacto ambiental e social positivo, combinando cofinanciamento, participação em fundos e coinvestimentos em empresas. O escopo inclui desde obras de infraestrutura e conservação ambiental até soluções baseadas na natureza e iniciativas ligadas à bioeconomia da Amazônia.
A IFC ficará responsável por oferecer suporte técnico e soluções financeiras, enquanto o BTG Pactual atuará na identificação de oportunidades e coinvestimentos. A aplicação dos recursos seguirá critérios de viabilidade técnica, retorno financeiro e impacto sustentável, o que reforça a exigência de padrões claros para seleção dos projetos.
O acordo também prevê o compartilhamento de melhores práticas internacionais, alinhadas aos Padrões de Desempenho Ambiental e Social da IFC. Essa integração busca criar um modelo replicável, capaz de fortalecer empresas locais e atrair novos fluxos de capital privado para a região.
A parceria reflete a visão de que o setor privado desempenha papel central no avanço da agenda climática e na transição para uma economia de baixo carbono. Com recursos bilionários e expertise técnica, IFC e BTG Pactual pretendem ampliar o alcance de projetos transformadores em setores estratégicos.
No caso da bioeconomia da Amazônia, os aportes podem estimular cadeias produtivas sustentáveis, fortalecer comunidades locais e impulsionar a preservação florestal. Já em infraestrutura, os investimentos devem priorizar eficiência energética e alternativas menos poluentes.
A expectativa é que a parceria contribua para consolidar a América Latina como destino relevante para investimentos verdes, reforçando tanto a agenda de crescimento econômico inclusivo quanto a de resiliência ambiental nos próximos anos.
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