Ceará tem 2º maior saldo de empregos industriais no Norte e Nordeste

Por: Ceará | Em:
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Até julho de 2025, o Ceará manteve a vice-liderança entre os estados do Norte e Nordeste, com saldo de 6.710 empregos industriais. (Foto: Envato Elements)

O Ceará consolidou em julho a posição de segundo maior gerador de empregos industriais do Nordeste, atrás apenas da Bahia. De acordo com o Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego, o estado registrou saldo de 1.955 vagas no setor, o segundo melhor desempenho das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.


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A liderança ficou com a Bahia, que somou 2.533 postos de trabalho. Na sequência, aparecem Alagoas, com 1.431, e Pernambuco, com 1.262 novas vagas formais. Esses resultados reforçam a competitividade regional e indicam a importância crescente da indústria nordestina na geração de empregos.

No acumulado de janeiro a julho de 2025, o Ceará manteve a vice-liderança entre os estados do Norte e Nordeste, com saldo de 6.710 empregos industriais. A Bahia lidera também no período com 16.076 vagas, consolidando sua posição como principal polo industrial da região.

Segundo a Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), o resultado reflete a atuação do Fundo de Desenvolvimento Industrial (FDI), que busca atrair e sustentar negócios locais por meio de políticas de incentivo fiscal e patrimonial.

Setores de destaque na geração de empregos

Entre os segmentos que mais contribuíram para o saldo de julho estão o setor de calçados e couros, responsável por 1.082 vagas, e o de alimentos, que criou 326 postos. Esses setores seguem como motores relevantes da economia local, reforçando a especialização produtiva do estado.

No acumulado de 2025, além de calçados (1.287) e alimentos (1.150), também se destacaram os setores de produtos químicos (567), produtos de metal (502) e materiais plásticos (463). O desempenho diversificado demonstra que a geração de empregos não se concentra em um único segmento, mas em uma base produtiva mais ampla.

Para especialistas, essa diversificação reduz vulnerabilidades e fortalece a capacidade do Ceará de sustentar crescimento mesmo diante de oscilações econômicas. Ao mesmo tempo, amplia a atratividade do estado para novos investimentos.

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