Segundo Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, terão prioridade as empresas com perda acima de 5% no faturamento. (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai operacionalizar R$ 40 bilhões em crédito no âmbito do Plano Brasil Soberano. O objetivo é apoiar empresas brasileiras impactadas pelas tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos.
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Do total, R$ 30 bilhões virão do Fundo Garantidor de Exportações (FGE) e R$ 10 bilhões dos recursos próprios do Banco. As linhas de financiamento incluem capital de giro, investimentos para adaptação produtiva, aquisição de equipamentos e expansão para novos mercados.
Segundo Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, terão prioridade as empresas com perda acima de 5% no faturamento em função das barreiras comerciais. Para esses casos, serão abertos R$ 30 bilhões em crédito incentivado, com condições especiais de juros.
Além do crédito direto, o governo quer ampliar garantias para empresas menores, que enfrentam mais dificuldade de acesso. O PEAC-FGI Solidário terá orçamento de R$ 2 bilhões, com potencial de alavancar até R$ 20 bilhões em operações.
O plano prevê ainda o reforço das garantias do Pronamp e do FGI-PEAC, somando R$ 22,5 bilhões para destravar operações de crédito indireto. A medida busca ampliar o alcance às micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), mais expostas às barreiras tarifárias.
O BNDES também destinará R$ 10 bilhões adicionais para companhias afetadas por tarifas menores, abaixo de 50%. Nesse caso, as condições de financiamento terão juros próximos à Selic, mas menos vantajosas que as destinadas às empresas mais prejudicadas.
Ademais, o Ministério da Fazenda ressaltou que as operações terão cláusula de manutenção de empregos. A medida é vista como essencial para garantir liquidez às MPMEs e preservar a atividade econômica diante das restrições impostas pelos EUA.
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