Ainda assim, as empresas desembolsaram R$ 28,3 bilhões, queda de 8,47% frente ao mesmo trimestre de 2024, quando pagaram R$ 30,9 bilhões. (Foto: Divulgação/B3)
As empresas listadas na B3 encerraram o segundo trimestre de 2025 com lucro líquido 29% maior que no mesmo período do ano passado, segundo levantamento da Elos Ayta Consultoria. A análise excluiu Petrobras e Suzano, porque seus resultados podem distorcer a média.
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De abril a junho, as companhias somaram receita de R$ 780 bilhões, alta de 7,1% frente a 2024. Apesar do avanço, os custos pressionaram o desempenho: as despesas operacionais subiram 16,84%, totalizando R$ 94,6 bilhões.
Esse movimento reduziu a rentabilidade. O lucro EBIT caiu 7,86%, para R$ 94,5 bilhões, e a margem EBIT recuou de 14,08% para 12,12%. O dado reforça que, embora as empresas tenham faturado mais, a eficiência operacional foi menor.
No período, a distribuição de dividendos também diminuiu. As empresas desembolsaram R$ 28,3 bilhões, queda de 8,47% frente ao mesmo trimestre de 2024, quando pagaram R$ 30,9 bilhões.
Entre as 339 companhias analisadas, 24 registraram lucro líquido superior a R$ 1 bilhão no trimestre. Petrobras liderou com R$ 26,6 bilhões, revertendo prejuízo de R$ 2,6 bilhões em 2024. Em seguida, vieram Vale (R$ 12,1 bilhões), Itaú (R$ 11,2 bilhões), Bradesco (R$ 6,0 bilhões) e Suzano (R$ 5,0 bilhões).
O setor bancário concentrou parte relevante dos ganhos. Além de Itaú e Bradesco, BTG Pactual (R$ 4,0 bilhões), Santander (R$ 3,5 bilhões) e Banco do Brasil (R$ 3,0 bilhões) também figuraram na lista. No total, sete bancos superaram a marca de R$ 1 bilhão.
Entre as empresas não financeiras, Ambev (R$ 2,7 bilhões), BB Seguridade (R$ 2,4 bilhões) e Sabesp (R$ 2,1 bilhões) se destacaram. O setor elétrico também teve presença forte, com Neoenergia (R$ 1,6 bilhão), Cemig (R$ 1,1 bilhão), CPFL Energia (R$ 1,1 bilhão) e Equatorial (R$ 1,07 bilhão).
Outras companhias relevantes foram Weg (R$ 1,59 bilhão), Azul (R$ 1,46 bilhão, revertendo prejuízo de R$ 3,8 bilhões em 2024), Telefônica Brasil (R$ 1,34 bilhão), a própria B3 (R$ 1,32 bilhão), Rede D’Or (R$ 1,0 bilhão) e empresas de refino e distribuição como Ultrapar (R$ 1,08 bilhão) e Brava (R$ 1,04 bilhão).
A lista mostra que poucos setores concentram a maior parte dos lucros: petróleo e gás, mineração, bancos, energia elétrica e papel e celulose. Esse recorte reforça a concentração de rentabilidade em segmentos de grande escala e com forte peso no PIB.
Ao mesmo tempo, a presença de companhias como Azul e Rede D’Or indica diversificação em setores de serviços e saúde. A reversão de prejuízos de empresas como Petrobras, Suzano e Azul ajudou a ampliar o resultado consolidado da Bolsa.
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