Até o momento, sete pré-contratos referentes ao hidrogênio verde foram assinados pelo Complexo do Pecém com instituições privadas. (Foto: Divulgação)
O secretário de Desenvolvimento Econômico do Ceará, Domingos Filho, ratificou que o estado será o hub de hidrogênio verde do país. Fator que, conforme o titular da pasta, tem fornecido visibilidade ao Ceará. Até o momento, sete pré-contratos referentes ao hidrogênio verde foram assinados pelo Complexo do Pecém com instituições privadas, em investimentos que equivalem a US$ 24 bilhões.
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Domingos Filho relatou que está muito otimista em relação aos projetos direcionados às energias renováveis e assegurou que o encaminhamento prospectado a energia limpa é um “caminho sem volta”. “Nós somos hoje superavitários em energias renováveis, quando se soma a solar e a eólica, nós produzimos mais do que o que consumimos”, elencou.
De acordo com dados atualizados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), na categoria eólica cearense, 103 empreendimentos se encontram em operação, com capacidade geracional de 2.690,34 MW. Em análise, a possibilidade de 67 projetos com construção iniciada, contando com potencial de geração de 2.718,3 MW.
Na matriz solar, 55 empreendimentos estão em operação, com capacidade de 1.261,546 MW. Em estágio de construção, delimitam-se 23 empreendimentos, com capacidade de 1.079,581 MW, enquanto 390 projetos constam com status de construção ainda não iniciada.
Ao que tange o agronegócio, o secretário enfatizou que o setor no Ceará progrediu extraordinariamente, o qual, ressalta que é o segmento da economia que mais tem avançado. Ele aponta que no semiárido a pasta tem averiguado desafios e alguns benefícios. No entanto, segundo Domingos, o estado obteve papel relevante na cultura irrigada da Chapada do Apodi, do polo leiteiro, na carcinicultura (camarão) e na cotonicultura (algodão).
“No sertão, o sol termina favorecendo, então tudo que a natureza nos desafia, a tecnologia, a boa vontade, a perseverança, a governança pública e o apoio das instituições privadas darão conta de superar, e o governador Elmano faz isso com maestria”, reforçou Domingos.
O diretor de Inovação do Sindicato de Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE), José Carlos Gama, relatou que, em pronunciamento do secretário Domingos Filho, durante a solenidade de abertura da 7ª edição do Expoconstruir, no Governo do Estado existe um valor significativo do orçamento para ser aplicado na área de infraestrutura.
Carlos Gama salientou que em 2025, o estado está tendo um ano bastante positivo no segmento da construção civil, principalmente em função do programa Minha Casa Minha Vida, o qual aponta que o Executivo estadual forneceu apoio fundamental para o crescimento do setor.
De acordo com o diretor do Sinduscon, a viabilidade do programa de cunho estadual que contempla o cheque moradia, propicia às famílias necessitadas o valor adequado para complementação na entrada da compra de um imóvel, o qual custa R$ 20 mil. “Mais de 20 mil famílias foram beneficiadas, e isso fez com que o mercado imobiliário girasse, e também, como a cadeia de moradia é bastante extensiva, pega fornecedores de material de construção, profissionais liberais, engenheiros, arquitetos, corretores de forma que faz a roda da economia girar”, realça Carlos Gama.
O executivo detalha que, a critério do setor privado, o gargalo do financiamento a longo prazo para aquisição de uma casa própria se enquadra nas altas taxas de juros. “Isso inviabiliza porque cada percentual a mais na taxa de juros gera um aumento na renda necessária e reduz o número de famílias que podem efetivamente fazer aquele tipo de financiamento”, frisa Gama.

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