Anbima: investimentos de brasileiros têm alta de 6,8% em 2025

Por: Redação | Em:
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Volume aplicado po investidores pessoas físicas no Brasil alcançou o patamar de R$ 7,9 trilhões até o final de junho. (Foto: Envato Elements)

Em captação da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima) relatou que o volume aplicado por investidores pessoas físicas no Brasil alcançou o patamar de R$ 7,9 trilhões até o final de junho, valor que representa alta de 6,8% na comparação com dezembro de 2024.


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Os aportes são investimentos direcionados de clientes do varejo – tanto tradicionais como de alta renda – e do segmento variável de pessoas que têm mais de R$ 5 milhões aplicados, a categoria private. Segundo a presidente do Fórum de Distribuição da Anbima, Luciane Effing, a configuração é possivelmente motivada pela tendência da taxa Selic.

“O cenário de Selic em dois dígitos favorece o comportamento mais conservador do investidor. A renda fixa, que já vem em alta nos últimos semestres, deve ser o grande atrativo também na segunda metade deste ano, o que não quer dizer que a diversificação não tem importância dentro de um portfólio completo para potencializar oportunidades”, relata Luciane.

Na constatação ocorreu destaque no varejo alta renda, que apresentou avanço de 10,7% no semestre, totalizando R$ 2,86 trilhões em recursos investidos. De acordo com a Anbima, o segmento se evidencia por 36% das aplicações dos brasileiros.

varejo tradicional obteve fatia de 33,5%, com crescimento de 4,1%, atingindo R$ 2,66 trilhões, e o private terminou junho com R$ 2,42 trilhões investidos, alta de 5,4% em relação ao fechamento de 2024. O segmento responde por 30,5% do montante investido pelas pessoas físicas.

Os fundos de investimentos registraram alta de 5,2% e finalizaram o semestre com volume de R$ 1,83 trilhão, os de renda fixa também se destacaram, sendo que a respectiva categoria avançou 8,2% nos seis primeiros meses do ano, somando R$ 855,7 bilhões. As debêntures tradicionais tiveram alta de 12,7%, totalizando R$ 93,4 bilhões. Os títulos públicos terminaram o semestre com avanço de 17,4%, para R$ 215,8 bilhões.

Na análise realizada pela entidade se averiguou que em todas as regiões brasileiras ocorreram progressos, sendo que o Sudeste lidera o ranking, com 66,5% das aplicações. Em segundo lugar no critério de maiores investimentos do país vem a região Sul, registrando alta de 3,5%, alcançando R$ 1,36 trilhão, posteriormente o Norte alavancando 8,5%, seguido por Nordeste, com 7,9%, e Centro-Oeste, com alta de 6%.

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