Os Fundo de Investimento em Direito Creditórios (FIDCs) atingiu aplicações de R$ 659,1 bilhões em patrimônio líquido até o final de junho. (Foto: Envato Elements)
O mercado que movimenta recursos provenientes de operações comerciais, industriais, imobiliárias, financeiras e prestação de serviços, denominados Fundo de Investimento em Direito Creditórios (FIDCs), atingiu aplicações de R$ 659,1 bilhões em patrimônio líquido até o final de junho, conforme dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (ANBIMA).
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O volume posiciona o segmento como fator de destaque, superando o mercado de ações e suplantando os Fundos Imobiliários em mais de R$ 300 bilhões de diferença, de acordo com a Vertrau, empresa de tecnologia especializada em infraestrutura para o mercado de crédito estruturado.
Segundo a Vertrau, a expectativa para o segundo semestre de 2025 é de otimismo para a conjuntura, na perspectiva de manutenção seguindo a tendência constatada nos primeiros meses do ano. A entidade realça que em junho foram criados 121 novos fundos de recebíveis, com base na Comissão de Valores Imobiliários.
“Analisando as carteiras dos fundos em operação, observa-se uma forte concentração em recebíveis financeiros (33%), comerciais (22%) e industriais (14%), que juntos somam mais de R$ 400 bilhões em ativos. Além de representar uma alternativa eficiente de funding para empresas, os FIDCs oferecem um caminho sólido para investidores que buscam retorno com menor volatilidade e maior previsibilidade de fluxo. A tendência é de crescimento contínuo, com maior sofisticação nas estruturas e avanços tecnológicos que ampliam a segurança e a transparência das operações”, pontua o sócio e COO da Vertrau, Israel Malheiros.
De acordo da Associação Brasileira de Planejamento Financeiro (Planejar) os FIDCs garantem a troca de recebíveis de crédito (da empresa) por capital imediato (das instituições financeiras). Uma simulação realizada pela Planejar denota que um negócio que antecipasse R$ 1 milhão em títulos de crédito haveria a viabilidade de lucrar para reinvestimento aproximadamente R$ 962 mil.
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