Copom agirá com cautela frente às consequências do tarifaço dos Estados Unidos

Por: Redação | Em:
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A conjuntura possui atributos setoriais relevantes, no entanto, em perspectiva de impactos agregados incertos, sob análise do encaminhamento das negociações. (Foto: Envato Elements)

As medidas anunciadas recentemente pelos Estados Unidos em aplicar sanções tarifárias aos produtos brasileiros é avaliada em ata da reunião do Copom, do Banco Central, que a conjuntura possui atributos setoriais relevantes, no entanto, em perspectiva de impactos agregados incertos, sob análise do encaminhamento das negociações. 


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De acordo com a nota da entidade, o circuito interno da economia e da inflação estadunidense poderiam refletir nas tramitações de dúvidas globais, e em particular no Brasil, sob o âmbito da política fiscal, acerca dos ditames impostos assinado pelo presidente Donald Trump, o qual possa significar a implantação de um cenário incerto e adverso.

Trechos do documento também apontam: “A avaliação predominante no Comitê é de que há maior incerteza no cenário externo e, consequentemente, o Copom deve preservar uma postura de cautela (…) como usual, e focará nos mecanismos de transmissão da conjuntura externa sobre a dinâmica de inflação interna e seu impacto sobre o cenário prospectivo”.

Especialista prospecta novos mercados

Para Gabriel del Bello, CEO da Gold Traduções, empresa especializada em traduções de documentos e técnicas voltadas para os segmentos de imigração, cidadania e comércio exterior, o cenário global que se apresenta com o tarifaço delimita que a via tradicional está dispendiosa, mais instável e com novas barreiras.

“Isso está forçando muitas empresas a buscarem outros destinos. Mas cada novo mercado traz uma nova cartilha de regras – e é aí que a atenção redobra. Estamos vendo uma movimentação forte para países do Sudeste Asiático, como IndonésiaVietnãFilipinas, e também para partes da África e América Latina. Mercados com grande potencial, mas que exigem preparo técnico e documental”, analisa Gabriel.

O especialista destaca que Singapura é um exemplo de país que se enquadra nos moldes de desenvolvimento do comércio global tradicional e nos dias de hoje, a nação se posiciona num perfil competitivo. “Eles estão investindo fortemente em relações regionais e estabelecendo exigências regulatórias muito específicas, principalmente para produtos alimentícios e químicos. Empresas que querem acessar esse mercado precisam ter um nível altíssimo de precisão técnica nos documentos — desde rótulos até laudos laboratoriais. E isso exige uma tradução altamente especializada, que compreenda tanto o idioma quanto às normas locais”, pontua.

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