Empréstimo de US$ 1 bilhão para aplicação também na agenda ambiental e circuito de tratativas da Reforma Tributária. (Foto: Divulgação)
Na busca de fornecer suporte e aperfeiçoar o ambiente de negócios no Brasil, além de remanejar verbas para investimentos, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) aprovou empréstimo de US$ 1 bilhão – o que equivale a cerca de R$ 5,5 bilhões – para serem aplicados no panorama e também na agenda de reformas políticas do país sob o prisma do Plano de Transformação Ecológica e a Reforma Tributária.
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De acordo com o presidente do BID, Ilan Goldfajn, o intuito do cenário é trazer ferramentas de atuação e proteção frente à volatilidade cambial, com a conexão ao Eco Invest Brasil, programa que cria financiamentos proativos no contexto.
“O objetivo com o Eco Invest é atrair capital privado ao país por meio de inovações financeiras, como blended finance e instrumentos de proteção contra a volatilidade cambial. Nossa colaboração pretende aumentar os investimentos no Brasil, criando empregos e gerando oportunidades e benefícios tangíveis para os brasileiros”, pontua Ilan Goldfajn.
A estimativa é a de que o Eco Invest mobilize, principalmente através do setor privado, aproximadamente R$ 10,8 bilhões (R$ 60 bilhões) até 2027. Para Rogério Ceron, secretário Nacional do Tesouro Nacional, “as inovações promovidas pelo Eco Invest e pela agenda de investimentos verdes, inclusive com apoio do BID, são estruturantes e poderosas. Falamos de avanços que amplificam o potencial do Brasil em prol de mais produtividade e melhores condições de emprego e renda, de maneira alinhada à responsabilidade socioambiental”, frisa.
A meta da instituição bancária é atingir 50% das aplicações de financiamento em projetos de âmbito ecológico e climático. No painel, o órgão prospecta através da célula direcionada para tratativas com o setor privado, o BID Invest, aplicações de mobilização de capital em 60% para fomentar ações de teor de preservação climática na América Latina e Caribe. “Essas projeções destacam a determinação do BID e do BID Invest de ampliar a ação climática na região”, reforçou o vice-presidente executivo do BID, Jordan Schwartz.
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