Perdas acumuladas marcam o desempenho mais fraco do Ibovespa em 2025, pressionado pela piora no apetite por risco nos mercados internacionais. (Foto: Envato Elements)
As perdas acumuladas no mês de julho marcaram o desempenho mais fraco do Ibovespa em 2025, com recuo de 4,17%, pressionado pela piora no apetite por risco nos mercados internacionais. O movimento foi impulsionado pelas novas tarifas comerciais dos Estados Unidos e seus impactos sobre as exportações brasileiras, cenário que afetou diretamente os ativos de renda variável.
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Entre os destaques negativos, o índice das Small Caps liderou as quedas, com retração de 6,36%, no pior desempenho mensal desde dezembro de 2024. O IDIV, que reúne ações com alta distribuição de dividendos, também teve baixa relevante, ao cair 2,97% no mês e registrar seu pior resultado do ano.
Enquanto isso, ativos atrelados ao exterior e às criptomoedas operaram em campo positivo, com o índice BDRX subindo 6,15% e o Bitcoin avançando 12,01% no mês, beneficiados pela busca por proteção diante da volatilidade local. Já o dólar Ptax teve valorização de 2,66% em julho, interrompendo a trajetória de queda observada nos meses anteriores.
Apesar da queda em julho, o desempenho acumulado no ano permanece favorável para diversos ativos da B3. O ouro lidera com valorização de 26,64%, reflexo da demanda global por proteção em um cenário de incerteza. Em seguida, as Small Caps acumulam alta de 18,38%, no melhor resultado anual desde 2019 para esse segmento.
O Bitcoin aparece com valorização de 11,49% em 2025, consolidando-se como alternativa relevante em momentos de instabilidade externa. Já o Ibovespa registra alta de 10,63% no ano, desempenho mais forte desde 2023, seguido de perto pelo IDIV (10,33%) e pelo IFIX (10,27%), índice de fundos imobiliários.
Na contramão dos demais, o dólar Ptax acumula queda de 9,53% no ano, registrando seu pior desempenho anual desde 2016. O euro Ptax também caiu 0,5%, enquanto o BDRX apresenta recuo de 1,70%, pressionado pelas variações cambiais e pelo comportamento das bolsas internacionais.
Considerando o período de 12 meses encerrado em julho, o dólar Ptax é o único ativo que aparece em queda, com recuo de 1,06%, enquanto os demais ativos apresentam desempenho positivo. O Bitcoin lidera com ampla vantagem, ao acumular alta de 78,71%, sustentado pelo maior interesse de investidores institucionais e pela expectativa de cortes nos juros americanos.
O ouro segue como importante reserva de valor, com avanço de 36,55% no mesmo intervalo, e o índice BDRX registra crescimento de 18,54%, impulsionado pela valorização de ações estrangeiras listadas na B3. A tendência de valorização desses ativos reflete tanto a mudança nas políticas monetárias quanto a busca por diversificação por parte dos investidores.
A desvalorização do dólar frente ao real, segundo análise da Elos Ayta, é resultado da desaceleração econômica dos Estados Unidos, da queda dos juros internacionais e da melhora na percepção fiscal do Brasil. Esse cenário reforça o movimento de revisão estratégica nos portfólios, sobretudo com relação à exposição cambial.
Ainda que julho tenha sido um mês de retração para a renda variável local, o saldo de 2025 permanece positivo para boa parte dos ativos, especialmente aqueles ligados a commodities e criptoativos. A combinação entre cautela, diversificação e leitura macroeconômica continuará sendo essencial para decisões de investimento nos próximos meses.
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