A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,8%, entre abril e junho, e atingiu o nível mais baixo desde o início da série histórica em 2012. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,8% entre abril e junho, segundo dados do IBGE divulgados na última quinta-feira (31). O índice é o mais baixo da série histórica iniciada em 2012 e representa um recuo expressivo frente aos 7,0% registrados no primeiro trimestre.
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A queda superou a expectativa de analistas consultados pela Reuters, que projetavam 6,0%. Em relação ao mesmo período de 2024, quando o desemprego estava em 6,9%, a redução também se destaca.
O número de desempregados caiu 17,4% em comparação com o primeiro trimestre, totalizando 6,253 milhões. Já o total de ocupados subiu 1,8% e chegou a 102,3 milhões de pessoas, alta de 2,4% na base anual.
O contingente de trabalhadores com carteira assinada no setor privado atingiu 39 milhões, novo recorde. O grupo sem carteira cresceu 2,6%, somando 13,5 milhões de pessoas.
O rendimento médio real mensal dos trabalhadores foi de R$ 3.477, o maior valor já registrado. O aumento foi de 1,1% em relação ao trimestre anterior e de 3,3% em relação ao mesmo período de 2023.
Esse avanço da renda fortalece o consumo das famílias e sustenta a atividade econômica, mas pressiona a inflação, principalmente no setor de serviços, dificultando a atuação do Banco Central.
Na véspera, o BC manteve a Selic em 15% ao ano e sinalizou a possibilidade de juros altos por um período prolongado, justamente para conter os efeitos da demanda aquecida.
O novo cenário de tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros, anunciadas por Donald Trump, pode influenciar os próximos dados do mercado de trabalho, especialmente em setores exportadores como carne e café.
Apesar das incertezas, o IBGE destaca a resiliência da ocupação. Segundo a coordenadora da pesquisa, a estrutura do mercado de trabalho tende a reagir mais lentamente a choques externos do que variáveis como câmbio ou juros.
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