Estudos apontam que 18,6% da população adulta brasileira é composta por empreendedores e empresários na fase inicial. (Foto: Envato Elements)
Um novo perfil de empreendedor brasileiro está emergindo no cenário empresarial nacional com características que auferem iniciantes, contando com profissionais liberais corporativos de até três anos e meio de operações, um dos maiores índices da série histórica. Além disso, no painel, novas modalidades surgiram de profissionais autônomos e microempresários.
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Os dados foram coletados pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Ceará (Sebrae) e também pelo Global Entrepreneurship Monitor (GEM), que designa que 18,6% da população adulta brasileira é composta por empreendedores na fase inicial.
Um dos itens que tem impulsionado os novos atores empresariais é o crescimento das microfranquias e modelos mais acessíveis inseridos na franchising brasileira. A Associação Brasileira de Franchising (ABF) relata que o setor faturou R$ 273 bilhões em 2024, com crescimento de 13,5% em relação ao ano anterior.
Reflexo do panorama, é a abertura de novas empresas no país, pois conforme levantamento do escritório de contabilidade Contabilizei, que consultando a Receita Federal, constatou que a abertura de CNPJs cresceu 51% no primeiro trimestre deste ano em comparação com o mesmo período no ano passado, incentivada sobretudo, pela consolidação do modelo de Microempreendedor Individual (MEI) e pela digitalização dos processos burocráticos.
O panorama analisado chegou na avaliação que 97% das empresas brasileiras são de pequeno porte. Atualmente, o país conta com mais de 21,7 milhões de empresas ativas, o qual, conforme a abordagem do estudo, as entidades foram criadas por critério de profissionais que decidiram empreender por viabilidade de lucro, necessidade pessoal e desejo de autonomia.
“A formalização é o caminho para garantir que essas empresas tenham condições de crescer de forma estruturada, com acesso a direitos e benefícios que só existem no ambiente regular. Abrir um CNPJ é o ponto de partida para quem quer crescer com segurança. É como sair da informalidade e passar a jogar o jogo de verdade, com regras claras e direitos garantidos”, salienta o vice-presidente executivo de Serviços aos Clientes da Contabilizei, Charles Gularte.
Exemplo de empresa que está despontando no mercado e oferecendo subsídios estruturais para novos empresários é a fintech FrogPay, a qual contabiliza 168 franquias em operação no Brasil. “Quem está começando precisa de autonomia e clareza sobre os fluxos de caixa. Por isso, nossa tecnologia foi desenhada para dar mais transparência e organização financeira desde os primeiros passos do negócio”, ressalta o diretor comercial da FrogPay, Marcelo Ramos.
Segundo averiguação da empresa, os novos empreendedores buscam soluções tecnológicas simples com baixo custo e suporte próximo, e a atuação da fintech conecta sistema de pagamento recorrente, capital de giro disponibilizado após 3 meses de operação, com base na movimentação do cliente, e maquininhas com tecnologia intuitiva, além de relatórios detalhados de recebíveis.
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