A adoção das estufas representa um avanço na profissionalização da agricultura familiar, com impacto direto na geração de renda. (Foto: Envato Elements)
Um novo projeto de cultivo protegido na agricultura foi apresentado pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão do Estado (Ematerce) ao secretário de Desenvolvimento Econômico do Ceará, Domingos Filho, nesta semana. A iniciativa pretende beneficiar 63 produtores rurais familiares com a instalação de estufas agrícolas de alta tecnologia em diferentes regiões do estado.
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Com investimento estimado em R$ 15 milhões, o piloto está em fase de captação de recursos e prevê estufas com tamanhos de 800 m² a 2.400 m², adaptadas à realidade de cada agricultor. O objetivo é ampliar a janela de produção, melhorar a qualidade dos alimentos e reduzir o uso de agrotóxicos.
A tecnologia protege culturas como cebola e alface dos impactos da agricultura a céu aberto, principalmente no período chuvoso. O modelo de cultivo também viabiliza produção contínua, com ganhos de produtividade e estabilidade.
Os 63 agricultores selecionados já trabalham com hortaliças e fruteiras. Eles estão distribuídos nas regiões do Cariri, Cariri Leste, Litoral Leste, Maciço de Baturité, Ibiapaba, Sertão Central, Zona Norte, Inhamuns, Baixo Jaguaribe e Médio Jaguaribe.
Segundo a Ematerce, a adoção das estufas representa um avanço na profissionalização da produção familiar, com impacto direto na geração de renda e no abastecimento regional. O modelo já é consolidado na Serra da Ibiapaba e deve se expandir para novas áreas com potencial agrícola.
O cultivo protegido também reduz perdas sazonais e melhora a previsibilidade das colheitas. Isso contribui para integrar os produtores aos mercados formais, como redes de supermercados e programas de compras institucionais.
Domingos Filho afirma que apoiará o projeto na articulação com financiadores e parceiros. O piloto poderá se tornar referência para políticas públicas voltadas à agricultura de pequena escala.
“O projeto é inovador e tem o propósito de ampliar oportunidades para os agricultores rurais cearenses, além de ser exemplar, pelo fato de minimizar o uso de agrotóxicos.”
Domingos Filho, secretário da SDE
A proposta insere inovação no agronegócio cearense com foco em sustentabilidade e inclusão produtiva. A expectativa é consolidar um novo modelo de negócio rural voltado à eficiência e à redução de impactos ambientais.
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